Publicidade

Jornal O POVO Leia o Jornal de Hoje


Política

POLÍTICA

Semana mostrará tendência da disputa

Fábio Campos


Diminuir a fonte do texto Aumentar a fonte do texto

30/08/2008 01:58

Esta semana que começa será decisiva na campanha de Fortaleza. Dez dias de horário gratuito é o intervalo de tempo que os especialistas consideram como suficientes para a cristalização das tendências. Amanhã será o décimo quarto dia. De amanhã em diante ficam faltando 32 dias para o fim do horário gratuito e 34 dias para a hora H. As circunstâncias de hoje são muito diferentes das circunstâncias de 2004. Na disputa anterior, na atual fase da campanha (31 de agosto), Antônio Cambraia, que era candidato pelo PSDB, liderava com 28% do Datafolha. Moroni Torgan (então PFL) tinha 24% e Inácio Arruda (PCdoB) havia caído para o terceiro lugar com 23%. Luizianne Lins (PT) estava bem atrás com parcos 8%. No fim das contas, sobraram Moroni e Luizianne para fazerem o segundo turno. Significa que a essa altura do campeonato não há nada definido? Sim, mas as tendências estão se formando. É verdade também que um mês de campanha na cidade é tempo suficiente para muitas reviravoltas. Na cidade, o processo político é muito dinâmico. Muito diferente de uma eleição estadual. Em 2006, por exemplo, com dez dias de horário gratuito, Cid Gomes (PSB), que havia começado atrás, já possuía 50% das intenções de voto. Ou seja, a situação já havia se cristalizado a um ponto sem retorno. Na cidade, geralmente, não é assim.

NA CIDADE, AS NOTÍCIAS FAZEM VOTO FLUTUAR
Caso haja de fato boatos relacionando Moroni Torgan a fatos negativos, como apontou o programa do candidato no horário gratuito, é realmente motivo de preocupação para ele. Para ele e para qualquer outro concorrente. A eleição da cidade é diferenciada exatamente pela grande proximidade que o eleitor mantém com o cotidiano urbano. Essa característica é o motor das grandes e freqüentes flutuações de voto que marcam as disputas das grandes cidades. Nas aglomerações urbanas, a informação, falsa ou verdadeira, transita com grande velocidade, podendo interferir no comportamento do eleitorado. 2004 é o exemplo que serve de referência. As flutuações foram tão intensas que as pesquisas eleitorais feitas no sábado, véspera da eleição, não conseguiram apontar com certeza quais eram os dois candidatos que iriam para o segundo turno. Estima-se que Luizianne Lins só configurou a sua segunda colocação (que a levou ao segundo turno) no dia do pleito. Em Fortaleza, já havia sido assim com Maria Luiza Fontenele em 1985. Mas agora, diferentemente de 2004, os fatos indicam que só há três concorrentes com chances reais de vencer. Tal circunstância facilita a leitura de tendências. Com quase duas semanas de palanque eletrônico, a próxima pesquisa já apontará se há tendências se cristalizando.

MESMO QUE NÃO VENÇA, É POSSÍVEL GANHAR
No mercado político, viscejam informações extra-oficiais. Tem para todos os gostos. Fala-se em sangria de votos de candidaturas, fala-se em vitória no primeiro turno de outras, fala-se em empate entre dois concorrentes. E por aí vai. Certo mesmo é que está todo mundo vivo e cada um tem peso considerável na disputa. O desempenho do grupo que hoje compõe as candidaturas que ainda não empolgaram os eleitores será determinante para se saber o rumo das eleições de Fortaleza. Elas podem ser determinantes para garantir a necessidade do segundo turno e poderão ser decisivas na possível segunda etapa. Afinal, fator muito importante no segundo momento da disputa é a rede de apoios que se forma em torno de um concorrente. Para um político, entrar numa campanha política é uma arte. Uma campanha deve ser vista como uma oportunidade de vencer e de “ganhar”. Ou seja, vencer a eleição é o objetivo primordial, mas, se não for possível, há o ganho politico, com o candidato tornando-se referência para o eleitor e acumulando forças para futuros embates. A tragédia ocorre quando um candidato consegue o feito de sair da campanha menor do que quando entrou.

OLHA A DINÂMICA DA POLÍTICA AÍ, GENTE
Em tempo, como prova da volatilidade das eleições municipais, vejam duas notícias do blog do jornalista Ricardo Noblat na sexta-feira: “A se levar em conta pesquisas que estão sendo concluídas, Márcio Lacerda (PSB), candidato a prefeito de Belo Horizonte com o apoio de Aécio Neves (PSDB) e do atual prefeito Fernando Pimentel (PT), deverá atingir o índice de 40% das intenções de voto. As próximas pesquisas de intenção de voto deverão registrar no Rio mais uma perda de pontos dos candidatos a prefeito Marcelo Crivella (PR) e Jandira Feghalli (PCdoB) e novo crescimento do candidato Eduardo Paes (PMDB)”.


Compartilhe esta Notícia o que é isso?

  • Linkar esta matéria ao Delicious
  • Linkar esta matéria ao Menéame
  • Linkar esta matéria ao Technorati
  • Linkar esta matéria ao My Yahoo
  • Linkar esta matéria ao Bookmarks
  • Linkar esta matéria ao Rec6

Comente esta Notícia




Adicionar O POVO como Página Inicial · Adicionar O POVO aos Favoritos · Política de privacidade · Assine · Publicidade · Contato