Plugado
PLUGADO
Cadê a boa e-music?
Roberto Pierantoni
28 Jun 2007 - 00h31min
As grandes Paradas Gay, ou da Diversidade, realizadas pelo mundo afora, casos específicos da de São Francisco, nos Estados Unidos, e da de São Paulo, que levam milhões de pessoas às ruas, têm enorme identidade com a música eletrônica. Mais que isso. Têm na e-music uma espécie de cartão de visitas para aglutinar pessoas em torno dos dezenas de trios elétricos e animar a festa, que serve também como canal de manifestações contra qualquer tipo de preconceitos.
Os organizadores destes eventos, bem como de entidades participantes, sabem disso e não economizam criatividade e nem dinheiro (muitas vezes, só uma boa conversa já vale) para colocar sobre os trios elétricos os principais nomes da cena eletrônica do País e também do mundo. DJs e produtores preocupados com a essência e a qualidade com a e-music que tocam durante esses eventos, independente do estilo preferido de cada um.
Em São Paulo, por exemplo, a linha de frente da música eletrônica brasileira agita a multidão. Nomes como de Roxy, Mau Mau, Phil Marques, Renato Cohen, Pat Duo, entre outros pesos pesados da e-music, fazem questão de tocar na parada paulista. Primeiro, porque têm o trabalho deles reconhecido pelo público que participa da manifestação cultural. Segundo, pois a alegria que vêm na avenida Paulista, com as pessoas dançando para valer sob suas batidas e efeitos contagia qualquer um que se propõe a entreter.
Toda esta conversa é para dizer que este panorama não bem o que acontece por aqui. Pelo menos foi o que ficou constatado na Parada da Diversidade cearense, realizada no último domingo, na Beira Mar. Nos mais de uma dezena de trios que passaram pela avenida, a música eletrônica, se não foi esquecida, se limitou a hits para lá de comerciais ouvidos em boates. Nada de novo, ou que segue a tendência atual do gênero. Exceção feita, acredito eu, ao caminhão da casa noturna Music Box, que, claro, fugiu à regra.
Clichê é pouco para mensurar o que foi ouvido na Beira Mar. DJs de qualidade da cena cearense, lamentavelmente, também não foram vistos. Muitos trios preferiram embalar a festa com xuxas, balões mágicos e a ôI will survive® duzentas vezes. Nada mais antigo, por mais que estes ôsons® fazem parte do universo do público que estava ali. Não que todos os trios tinham que, obrigatoriamente, tocar e-music. Rock’n’roll, MBP e qualquer outro estilo também são bem-vindos.
Mas deixar a música eletrônica renegada à mediocridade, aí já é outra história. Com tanto DJ bom por aqui, chega a ser até um contra-senso para um grupo da sociedade que tem responsabilidade, e muita, pela introdução e penetração, da música eletrônica no Brasil, já seguindo uma tendência vinda da Europa e dos Estados Unidos. A esperança é que em 2008 esta tendência mude e a Parada da Diversidade atraia também quem adora e-music e seus grandes DJs, independente da opção sexual.
Os organizadores destes eventos, bem como de entidades participantes, sabem disso e não economizam criatividade e nem dinheiro (muitas vezes, só uma boa conversa já vale) para colocar sobre os trios elétricos os principais nomes da cena eletrônica do País e também do mundo. DJs e produtores preocupados com a essência e a qualidade com a e-music que tocam durante esses eventos, independente do estilo preferido de cada um.
Em São Paulo, por exemplo, a linha de frente da música eletrônica brasileira agita a multidão. Nomes como de Roxy, Mau Mau, Phil Marques, Renato Cohen, Pat Duo, entre outros pesos pesados da e-music, fazem questão de tocar na parada paulista. Primeiro, porque têm o trabalho deles reconhecido pelo público que participa da manifestação cultural. Segundo, pois a alegria que vêm na avenida Paulista, com as pessoas dançando para valer sob suas batidas e efeitos contagia qualquer um que se propõe a entreter.
Toda esta conversa é para dizer que este panorama não bem o que acontece por aqui. Pelo menos foi o que ficou constatado na Parada da Diversidade cearense, realizada no último domingo, na Beira Mar. Nos mais de uma dezena de trios que passaram pela avenida, a música eletrônica, se não foi esquecida, se limitou a hits para lá de comerciais ouvidos em boates. Nada de novo, ou que segue a tendência atual do gênero. Exceção feita, acredito eu, ao caminhão da casa noturna Music Box, que, claro, fugiu à regra.
Clichê é pouco para mensurar o que foi ouvido na Beira Mar. DJs de qualidade da cena cearense, lamentavelmente, também não foram vistos. Muitos trios preferiram embalar a festa com xuxas, balões mágicos e a ôI will survive® duzentas vezes. Nada mais antigo, por mais que estes ôsons® fazem parte do universo do público que estava ali. Não que todos os trios tinham que, obrigatoriamente, tocar e-music. Rock’n’roll, MBP e qualquer outro estilo também são bem-vindos.
Mas deixar a música eletrônica renegada à mediocridade, aí já é outra história. Com tanto DJ bom por aqui, chega a ser até um contra-senso para um grupo da sociedade que tem responsabilidade, e muita, pela introdução e penetração, da música eletrônica no Brasil, já seguindo uma tendência vinda da Europa e dos Estados Unidos. A esperança é que em 2008 esta tendência mude e a Parada da Diversidade atraia também quem adora e-music e seus grandes DJs, independente da opção sexual.
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