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Altifalante: o pop ainda tem jeito

Fabinho Monteiro e Roberto Pierantoni


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24/05/2007 02:28

(Foto: DIVULGAÇÃO)
(Foto: DIVULGAÇÃO)

Atualmente, nas discussões sobre música, o termo ôpop® é muitas vezes utilizado para depreciar a qualidade de determinadas canções que conseguem grande sucesso de público. Para muitos críticos, música ôpop® é sinônimo de letras apelativas, de formatos pasteurizados e de permanência efêmera num mercado fonográfico decadente, onde os interesses comerciais sobrepõem a idéia de criação artística. Neste contexto, a possibilidade de se fazer música acessível a todos e, ao mesmo tempo, ôhonesta®, é cada vez mais difícil, sobretudo para artistas independentes que são rapidamente rebaixados ao rótulo de ôcomerciais® pelo underground. É bem verdade que a grande maioria da música ôpop® é tosca e descartável. No entanto, a cena indie tem revelado alguns grupos que, filtrando o pop, conseguem retirar algumas boas noções estéticas da famigerada ôcanção de massa®.

Um bom exemplo local é a Altifalante. A banda pode ser enquadrada perfeitamente no que se convencionou chamar de ôpop-rock®, mas anda distante dos modelos pré-digeridos, das melodias impregnantes e dos refrões grudentos. O álbum de estréia, ôAltifalante® (2006), soa naturalmente pop e, apesar de não contribuir com novidades estéticas originais, mostra-se sincero e despretensioso. É a prova de que é possível ser pop por opção artística e não por uma opção meramente comercial. Todos os ingredientes ôpop® estão lá: músicas que se apóiam em grandes referências, partindo da MPB, passando pelo jazz, pela bossa-nova e desembocando no britpop; letras que têm como ponto de força sentimentos como a solidão, a melancolia e o amor; além de um padrão melódico e rítmico simples e direto. O que é mais pop do que isso? Heim?! A Altifalante é um exemplo raro de que o pop ainda tem jeito...
Fabinho Monteiro


OUÇA MAIS
A Altifalante toca ao vivo no programa CE-95, às 18h, na Mix FM (95,5 Mhz).
Para ver o que estou dizendo, basta ir ao Maviks na mesma noite.

Serviço:
Arquivos MP3 gratuitos em: www.altifalante.com ou www.tramavirtual.com.br/altifalante


TRANCEIRA EM NATAL

Os tranceiros de plantão que quiserem curtir um das melhores baladas do Nordeste vão ter que viajar para Natal. É que vai rolar na capital potiguar, no próximo dia 2 de julho, a segunda edição da Natural Vibes, uma das maiores festas de música eletrônica no Rio Grande do Norte. Na primeira delas, só rolou techno. Nesta, o psy trance é que vai embalar a pista.

Entre as atrações está um dos grandes expoentes – e também um dos mais antigos - do gênero no Ceará. Trata-se de Pablo RST, que começou a carreira se dedicando ao reggae, mas logo se apaixonou pelo estilo surgido em Goa, na Índia, conquistou o planeta, invadiu o País inteiro e explodiu no Estado. Tanto é que leva milhares de pessoas à suas mais importantes baladas.

Pablo promete muito psy, com seu estilo inconfundível de dançar muito ao mesmo tempo em que controla os CDjs e o mixer, para a galera de Natal. O DJ de Fortaleza é um dos precursores do psy trance full on no Ceará. Para quem não sabe, o full on é o gênero mais acelerado do psy, que fica ainda mais rápido – beirando os 147 a até 149 bpm (batidas por minuto) nas mãos de RST.

Esta festa potiguar mantém o que vem acontecendo nos últimos tempos, que é o intercâmbio entre DJs locais e de outros estados do Nordeste e também de outras regiões do País. Tanto é que no line up (lista de atrações) estão o paraibano Efex, o paulista Demectron e o brasiliense Pedrão, além daqueles que fazem a honra da casa, no caso Tomaz, Worty, Claudinho e Kinhu.

Mais informações sobre o evento e como anda a formação de caravanas para a festa podem ser obtidas no site do Pablo RST. Quem acessar a página também pode colocar o nome da lista vip – paga apenas R$ 3,00 de consumação - para a balada que acontece dia 31, no Mr Charada, e que terá o DJ como atração. Vale a pena dar um conferida na performance de Pablo. Quem sabe você se anima a esticar a balada até Natal e curtir o melhor do psy trance nordestino e, porque não, nacional.
Roberto Pierantoni

SAIBA MAIS
www.pablorst.com.br


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