Sérgio Redes
11/09/2008 01:30
Interditado desde o dia quatro de fevereiro o estádio Presidente Vargas completou esta semana sete meses sem a realização de jogos oficiais. Embora esta parada provoque prejuízos a quem vive do futebol é importante reconhecer que as obras vão criar condições de segurança para o torcedor.
Tem gente reclamando que está demorando muito, mas a dependência do poder público sempre foi muito grande. Não é por acaso que os dois melhores estádios de Fortaleza pertençam um à administração municipal e outro à estadual. Nossos dirigentes não foram capazes de criarem clubes com estrutura esportiva e sim times de futebol.
Tarefa a ser explicada por algum antropólogo ou sociólogo do porquê dos dirigentes só irem à sede de Ceará, Ferroviário e Fortaleza por conta da paixão pelo futebol. A vida social deles e suas famílias era no Ideal, Maguary, Country Clube, Náutico, Iate e outros.
Teve um jogador que abordou este caso de maneira inusitada. Pedro Basílio era um grande zagueiro e marcou época também como boêmio. Perguntado certa vez porque bebia tanto respondeu que não bebia muito e sim em lugar errado. "Se ao invés do Pici eu bebesse no Náutico estava tudo certo" completou.
Voltemos ao nosso PV. Li num site da prefeitura datado de 21 de maio que a Secretaria de Esporte e Lazer possui um plano visando transformá-lo em um equipamento social, e, portanto, num patrimônio cultural da cidade que atenda toda a população.
Achei desnecessário, até porque o PV já atende a todos. Jogam ali todos os jogadores federados, os estudantes, as ligas esportivas, os clubes suburbanos, os veteranos e a garotada dos subs. Tirante os jogos da Federação Cearense de Futebol, onde se cobram ingressos, os outros são gratuitos e quem quiser ver é só entrar.
O PV precisa de muitas coisas além das estruturas de ferro e concreto. De imediato, sugiro a ampliação e a manutenção de vestiários e sanitários. A higiene é um dos fatores mais graves dentro de um estádio de futebol e os banheiros devem ser mantidos limpos.
As bilheterias são poucas e os guichês de entrada do cimento e das arquibancadas são apertados, criando dificuldades para entrar no estádio. O estacionamento em dias de jogos é outro problema. Os carros ficam por cima das calçadas criando transtorno para os moradores locais.
A menos de um mês das eleições municipais nenhum dos candidatos se pronunciou com relação ao estádio Presidente Vargas e seu entorno, que se estende pelos bairros do Benfica e Gentilândia. É um ponto da cidade que fica estrangulado em dia de jogos e precisa de soluções.
APROVEITANDO A DEIXA DO COLUNISTA, QUERIA LEMBRA-LO QUE EXISTE ALÍ NO PV. A MAIOR BARBARIDADE QUE SE PODE VER, EU PARTICULARMENTE JÁ PRESENCIEI VÁRIOS CASOS(GRAÇAS À DEUS NENHUM GRAVE) EMBAIXO DO CIMENTO, PRÓXIMO AO BAR DO PAULINHO, EXISTE UMA ESTRUTURA QUE SE VOCÊ NÃO CONHECER TODA VIDA QUE VOCÊ SE DESLOCAR DO BAR PARA O ALAMBRADO, TEM QUE SE ABAIXAR PORQUE SE NÃO VOCÊ PERDE A CABEÇA, OU NA MENOR DAS ´HIPÓTESES UM CALO NA TESTA, TALVEZ VOCÊ(COLONISTA) SAIBA DO QUE EU ESTOU FALANDO, É PURA FALTA DE SEGURANÇA PARA O TORCEDOR QUE PAGA O INGRESSO. UM ABRAÇO.
ADALBERTO NOBERTO DE AMORIM