Sérgio Redes
26/06/2008 00:55
Excelente a matéria do Ciro Câmara sobre o primeiro campeonato mundial conquistado pelo Brasil em 1958. Aliás, o Paulo Rogério escala a linha média da redação de esportes do jornal como se estivesse recitando uma poesia: Formiga, Ciro e Roberto Leite e, às vezes, o Rafael. Quando esta turma entra em campo a bola fica redonda e com sensibilidade eles procuram estabelecer um elo entre o presente e o passado. A entrevista com o Pepe esclarece a sua substituição por Zagallo, mas não falou no Canhoteiro que era o melhor ponteiro esquerdo do país e acabou sendo dispensado sem ninguém saber por que.
Embora ainda não tivéssemos nenhum título mundial havia certa euforia com relação à Copa de 58 porque teríamos dois ponteiros geniais. Um pela direita que já começava a ficar famoso chamado Mané Garrincha e um outro pela esquerda que veio do Maranhão e atendia por Canhoteiro.
Uma vez perguntei a Zizinho qual tinha sido o melhor jogador que tinha jogado. Canhoteiro! Respondeu de primeira. Por quê? Continuei. "Ele ia driblando, driblando pela ponta e eu acompanhando pelo meio. De repente vinha o cruzamento e eu não precisava nem ajeitar o corpo".
A substituição de Pepe por Zagallo mudou o sistema tático. Saímos de um 4-2-4 para um 4-3-3. Zagallo embora atacasse bem tinha como principal característica voltar para ajudar o meio de campo na marcação e tinha uma grande movimentação, daí ter sido apelidado de "formiguinha".
A história vitoriosa de Zagallo começou por aí continuou em 62 no bicampeonato e depois continuou como técnico e supervisor da seleção. Inspirado na sua forma de jogar, sempre que pôde e teve à seleção sob seu comando usava o ponta esquerdo recuado voltando para ajudar o meio de campo.
Tem muita gente que lamenta a ausência de pontas numa equipe de futebol. Segundo eles, e com uma dose de razão, a melhor maneira de se atacar é pelos lados do campo, já que pelo meio os jogadores ficam embolados facilitando a marcação da equipe adversária.
São vários os motivos que levaram as equipes a acabarem com os ponteiros. Um deles foi à evolução dos métodos de preparação física que acabou com a idéia de posição trocando-a pelas múltiplas funções. Outro foi à preocupação dos técnicos em não tomar gols.
Na tentativa de fazer voltar os pontas algumas seleções que disputam a atual Copa da Europa utilizam meias com características de atacar pelos lados do campo. Eles voltam para marcar quando perdem a posse da bola e quando a retomam abrem pelos flancos para jogarem como pontas.
Boa essa discussão sobre os pontas. O Bentes parece ter razão em suas apreciações. O Zagalo sempre teve mais sorte que talento. Quanto aos pontas, a torcida sempre os quis ofensivos. Com medo de tomar gols ( como bem observa o Sérgio, os técnicos passaram a usar um dos pontas recuado, ajudando o meio campo e, às vezes, até dando conbertura à defesa.
Francis Gomes Vale
02 Foi indicado treinador pelos milicos, e recebeu de mão beijada as feras do João Saldanha a maior seleção ja montada no Brasil, assim mesmo tentou barrar Tostão e Rivelino pois os mesmos tinham as mesmas característica do Pelé e prá ele não poderiam jogar no mesmo time, foi demovido pelos jogadores em reunião sem sua participação(Pelé,Gerson, Piazza e Carlos Alberto) em que foi decidido que entrariam Tostão e Rivelino, (Zagalo queria Paulo Cesar Cajú e Roberto ambos do Botafogo), que ele, Zagalo era treinador do Juvenil na época.
Jose Bentes de Araújo
01 Eu concordo em parte com essa ausência de pontas, e quero dizer aquí minha modesta opinião sobre o assunto. O Zagalo, (que entrou no lugar do Pepe, machucado), pra mim sempre foi um jogador medíocre que tinha sorte, primeiro como jogador pois o titular machucou-se, segundo jogar ao lado de Nilton Santos não precisa saber jogar, sem contar com a nata do futebol brasileiro da época (1958)ao lado. Como foi campeão e time que ganha não se mexe foi bi em 62 com quase os mesmos craques campeões.
Jose Bentes de Araújo
03 Foi convidado p/ dirigir a seleção de 74 e foi aquele vexame, porquê já não tinha mais as feras e nem o Pelé, passaram-se 20 anos sem se falar em Zagalo até 1994 quando o Parreira que também nunca dirigira um time de expressão o convidou p/ ser Supervisor. Continuou como treinador p/ copa de 98, quando se gabava de ter perdido apenas 6 jogos em 80 que disputou, ou seja justamente as que não poderia perder:Copa America/95, Copa Ouro/96, Jogos Olímpicos/96, Torneio da França/97, Copa Ouro/98 e por último a Copa do mundo na França de 98.
Jose Bentes de Araújo
04 É graças a ele Zagalo que os times do mundo todo passaram a adotar o sistema de jogo do Zagalo, primeiro sem ponta esquerda depois ponta direita, e por causa disso quase não se vai mais a linha de fundo como fazia o Garrincha e todos os ponteiros daquela época, Dorval, Pepe, Canhoteiro, Julinho, Telê, Escurinho,o nosso Babá etc. Hoje o jogo é afunilado, congestionado pelo meio de campo. O que muito me espanta, pois 70% dos gols desde aquele tempo até hoje são de bolas cruzadas. O Fluminense sentiu isso ôntem com o LDU. No entanto não vejo nenhum treinador procurar a linha de fundo, que cria mais espaço p/ se jogar.
Jose Bentes de Araújo
quando um time de futebol tem ponteiros ou alas que sabem driblar e ir a linha de fundo e cruzar na medida para os homens de gol finalizar, aí tudo fica muito fácil...mas quem hj em dia, tem jogadores com esta habilidade e competência...o Sérgio ressuscita o canhoteiro que veio terminar seus dias de futebol aqui no Ceará no calouros do Ar,; o próprio Zagalo nunva foide driblar pelas pontas e ir a linha de fundo e cruzar....O garrincha é ímpar neste ofício..ganhou praticamente as copa de 52 com o Pelé e m 62 ganhou sozinho....atualmente o futebol carece de jogadas de linha de fundo, pq não tem craques com habilidades e fôlego concomitantes para realizar as jogadas....gosto muito do Jorge Vagner do Sãp Paulo com ala esquerda, msa está muito distante do ideal...pela direita na seleção, sou mais o Daniel que o Maicon....mais isso é problema do DUNGA....
francisco torcapio vieira da silva