Sérgio Redes
08/05/2008 01:30
Se houvesse o quesito conjunto entregaríamos um troféu para o Horizonte. O time horizontino jogava bonito. O apoio dos laterais por dentro e por fora, a presença ofensiva de Júnior Cearense e a alternância de posições entre Leó Jaime, Piva, Stênio e Raul deram um toque de classe à equipe. Encerrado o Estadual é de praxe fazer a seleção dos melhores. Vou de Jefferson, Izaquiel, Preto, Da Silva e Esquerdinha. Raul, Júnior Cearense e Paulo Isidoro. Leó Jaime, Rômulo e Stênio. O Raul no meu time joga de volante porque além de ter um bom passe também sabe marcar.
Sem querer tirar os méritos do Fortaleza, até porque nos últimos nove anos disputou todas as finais e foi sete vezes campeão, não posso deixar de observar que o clube foi beneficiado pelo sistema de disputa que utilizou um processo combinado de rodízio e eliminatório. O Horizonte foi quem melhor pontuou nas fases classificatórias.
Discordo como a tabela foi elaborada. O primeiro turno teve início no dia cinco de janeiro e encerrou o primeiro turno da fase classificatória no dia dois de fevereiro. Em vinte e nove dias cada uma das dez equipes jogou nove vezes. Menos de setenta e cinco horas de intervalo entre uma partida e outra.
As quatro equipes classificadas disputaram as semifinais e as duas vencedoras as finais no período de três a dezessete de fevereiro. Em quinze dias foram realizadas seis partidas. As equipes que chegaram às finais jogaram quatro vezes ficando um espaço de noventa horas entre uma partida e outra.
O segundo turno teve início no dia vinte de fevereiro e a fase classificatória durou até trinta de março. Durante os trinta e nove dias cada equipe jogou nove vezes o que dá uma média entre uma partida e outra de mais ou menos cem horas. Pelo que o leitor verifica percebe-se que vai aumentando gradativamente o espaço entre as partidas.
As quatro equipes classificadas disputaram as semifinais e finais no período de trinta de março a vinte e sete de abril. Os finalistas jogaram quatro vezes com um intervalo de sete dias entre um jogo e outro. Os campeões dos turnos decidiram o campeonato nos dias primeiro e quatro de maio. Menos de setenta e duas horas entre as partidas.
Embora tabelas e estatísticas não façam parte do meu estilo, vez por outra me interesso por elas. Os jogadores ficaram sobrecarregados no início e no fim. Quando houve prorrogações eles se arrastavam dentro do campo. Numa competição o normal é que a tabela seja balanceada.
Sei que fazer tabelas não é simples. Existem muitos interesses a serem contemplados: os clubes, o calendário da CBF, os patrocinadores a mídia esportiva etc... Os jogadores? Pouco importa! Quando acaba um campeonato estão caindo pelas tabelas, mas o espetáculo não pode parar.
Amigo Serginho, Você continua sendo o"Filosofo" do futebol cearense, cheio de "entendidos" ultrapassados, Vocé é o nosso Armando Nogueira.Assistí sua entrevista no canal cinco, foi muito boa...
Lidio pereira Neto