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Ora Bolas

ORA BOLAS

O Leão

Sérgio Redes


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14/02/2008 00:29

O folclore político tem uma história inesquecível. Concorrendo à Prefeitura de São Paulo, o então candidato Fernando Henrique Cardoso liderava as pesquisas com vantagem sobre Jânio Quadros. Uns dias antes das eleições, FHC, se imaginando eleito, tirou retrato sentado na cadeira de prefeito.

O resultado das urnas, uma semana depois, favoreceu a Jânio Quadros. No dia da posse pediram ao prefeito eleito que se deixasse fotografar sentado na mesma cadeira. Jânio não teve dúvidas. Exagerado e espirituoso como era, aproximou-se teatralmente da cadeira, puxou um spray do bolso, deu uma desinfetada e depois sentou.

Guardando a devida proporção, o Fortaleza andou dando uma de FHC na fase classificatória do primeiro turno. Convencido da distância que o separa das outras equipes quer na parte organizacional, quer no elenco dos jogadores, o Leão viveu encantado com a própria juba e como todo Narciso não prestou atenção no que aconteceu à sua volta.

Em quase todas as partidas disputadas no primeiro turno a equipe fazia o primeiro gol e às vezes até o segundo e na hora de definir o jogo parava em campo sem acreditar que o adversário pudesse reagir. Avançando na bola como se fosse um prato de comida, equipes de menor nível técnico andaram tirando pontos do Leão. Os membros da comissão técnica reconheciam esta situação e respondiam em entrevistas que os jogadores não estavam focados.

Lembro-me de uma dada pelo coordenador técnico num desses programas de televisão. O entrevistador perguntava: O que está acontecendo com o Fortaleza que cai de produção no segundo tempo das partidas? A resposta saia redondinha: Não estamos preocupados apenas com o cearense tem também a Copa do Brasil e queremos subir para a primeira divisão. Parecia que a conquista do campeonato era um passo a ser dado numa enorme caminhada.

Uma parcela ponderável da torcida e alguns comentaristas esportivos atribuem este procedimento da equipe a inexperiência do técnico Silas. É uma verdade pela metade, até porque os jogadores do Fortaleza tem manifestado um apoio incondicional ao ex-jogador que ora inicia a carreira de técnico.

Por outro lado é preciso reconhecer que quando foi obrigada a ter um resultado positivo, a equipe foi a campo e conquistou os pontos necessários. Foi assim na fase classificatória quando venceu o Horizonte por quatro a zero, garantindo a vaga nas semifinais e depois a vaga nas finais, quando venceu o mesmo Horizonte por dois a zero, empatou na prorrogação e ganhou nos pênaltis.

Hoje à noite, em Juazeiro, a equipe inicia a série de duas partidas contra o Icasa. Um resultado positivo é importante, pois deixa a equipe à beira do título. Uma derrota também não representa o fim do mundo, pois beneficiado pelo regulamento que traz a decisão para o Castelão o Leão posa de favorito.


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É absolutamente incoerente ouvir no rádio, locutores bradando revolta porque um diretor do Fortaleza, idealizou proibir o ingresso gratuito de dependentes de cronistas nos estádios de futebol, ora bolas, acham pouco o que já retiram dos exauridos cofres dos nossos clubes? Eles já vivem à sombra dos clubes e acham que prestam favores, quando na realidade se mantem graças a existencia dos grêmios de futebol.Para alguns cronistas realmente sérios , isso é decepcionante. Gente vamos deixar de querer viver nas tetas do futebol, e procurem melhorar profissionalmente , a fim de que não digam tantas asneiras nos microfones, pois nossos ouvidos já não suportam os pseudo-radialistas

Hudson Jucá Diniz

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