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O POVO na Educação

O POVO NA EDUCAÇÃO

Escola de direitos

Isabelle Câmara


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22/03/2008 00:11


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O POVO encerra hoje a série de matérias sobre o papel da escola no enfrentamento da violência doméstica, baseada na Lei estadual 13.320/2002, que determina a criação de comissões escolares contra os maus-tratos. Afora iniciativas isoladas, como a de Maranguape, que instalou comissões em 100% das escolas, a lei nunca foi cumprida pelo Estado, o que é bastante preocupante, visto que as escolas e os professores formam um dos canais mais privilegiados para identificação ou revelação de situações de maus-tratos ocorridos dentro de casa. Mas a situação torna-se ainda mais grave quando identificamos profissionais da educação que preferem se esconder a assumir a responsabilidade legal, emocional e educativa que têm com crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica.

Explico: a matéria foi realizada pela equipe do Núcleo de Educação do O POVO. E a cada passo que dávamos, esbarrávamos em professores temerosos, nervosos. Profissionais que se recusavam a falar ou a se identificar. Foram telefones desligados, portas trancadas e pessoas correndo assustadas. Sei dos medos que os professores têm de falar, de se envolver em situações de denúncias que envolvam questões familiares. Mas também existe o medo de notificar o Estado que não cumpre a lei - para que não sofram retaliações. O problema é que o temor de denunciar e se envolver em questões familiares e judiciais não podem ser maiores que a obrigação de proteger e defender o direito de uma criança ou adolescente vitimado. A escola precisa perceber a sua mudança de paradigma: ela está deixando de ser somente um espaço de aprendizagem e socialização e deve a assumir um novo papel, o de espaço de promoção e garantia de direitos da criança e do adolescente, de construção da cidadania.

Educação inclusiva
Como proporcionar, no espaço e tempo escolares, um conhecimento para todas as crianças, quaisquer que sejam suas condições físicas, sociais, de saúde ou suas possibilidades relacionais? Baseado nesse questionamento, o Sindicato Apeoc está organizando um debate sobre Educação Inclusiva. O objetivo é refletir sobre o desafio, agora proposto à Escola Fundamental, de incluir alunos com necessidades especiais (portadores de deficiência mental, crianças com limitações sensoriais ou neurológicas etc.) em suas salas de aula. O evento acontece na próxima terça-feira, dia 25 de março, das 8h30 às 13h, no Auditório Paulo Freire (Rua Solon Pinheiro, 1306 - Fátima). As inscrições podem ser feitas na sede da Cooeducar (R. Senador Pompeu, 2400, Bairro José Bonifácio, próximo ao Colégio Farias Brito), até o dia do evento, com o investimento de R$ 30. Maiores informações: 85.32317479.

Inscrições para Prêmio Inovação vão até 18 de abril
Estão abertas as inscrições para o Prêmio Inovação em Gestão Educacional 2008, que premiará com 100 mil reais os dez municípios com experiências que alcançaram resultados significativos para a qualidade da educação a partir de mudanças na gestão de suas redes de ensino. O prêmio deverá ser investido no desenvolvimento, ampliação e avaliação das experiências premiadas. Concedido a cada dois anos, o Prêmio tem como objetivo incentivar os municípios a tornarem públicas suas experiências inovadoras em Gestão Educacional que contribuam para o alcance das metas do PNE, Plano Nacional de Educação, e do Compromisso Todos pela Educação. As experiências devem pertencer a um dos seguintes grupos temáticos: Gestão Pedagógica, Gestão de Pessoas, Planejamento e Gestão (Democrática, Infra-estrutura e Financeira) e Avaliação e resultados educacionais. Os dirigentes municipais devem inscrever suas experiências pelo site www.inep.gov.br/laboratorio.


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Se temos um jornalist cheio de medo de flar, na violencia entre alunos nas escolas, imaginem que medo não tem os professores vivenciam a violenci interna, como o apoio dos diretotes, e a violencia na familia....mas uma vez a coluna se omite, ou pelo menos foge da raia

edivaldo Diogenes

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Será que o Poder Público tem interesse nas tais comissões, se tem medo até das eleições para diretor ? O projeto Confraria de Leituras, de Maracanaú, está às suas ordens !

JOÃO TELES

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