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O futuro da praia

Isabelle Câmara


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01/03/2008 00:55


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O primeiro caderno escolar é o símbolo de uma nova etapa, de uma nova vida
Moacyr Scliar


A placa pouco chama a atenção dos motoristas menos atentos, mas quem desce a avenida Santos Dumont, rumo à Praia do Futuro, já próximo à Dioguinho, do lado direito, pode ver o alerta: “724 crianças esperam pela construção de uma escola na Praia do Futuro”. A placa é só um símbolo de uma peleja antiga da comunidade e dos movimentos sociais, capitaneada pelo Fórum pela Educação da Praia do Futuro (Fepraf), contra o poder público, pois lutam há cerca de oito anos pelos seus direitos educacionais. A construção da escola foi prevista no Orçamento Participativo de Fortaleza desde 2005, mas só agora foi iniciada, e vai atender as crianças do “meio”, pois fica na comunidade do antigo Luxou. Entenda: somados, os bairros das praias do Futuro 1 e 2 têm 485 hectares e as escolas que atendem as comunidades estão localizadas no Caça e Pesca (Escola Municipal Frei Tito de Alencar) e no Luxou (Escola Municipal Frei Agostinho), ou seja, uma fica num extremo e outra, no outro. Pois é, e como fica o meio? O déficit educacional da Praia do Futuro é um dos mais elevados de Fortaleza. De acordo como o censo do IBGE (2000), havia na área 1.040 crianças e adolescentes entre cinco e 14 anos analfabetos, número que corresponde a 43% da população local nessa faixa etária. Não há como não perguntar: quem são e o que fazem essas crianças, adolescentes e adultos hoje?

Oito anos depois do Censo, pais e famílias ainda se queixam da ausência de uma política que atenda Educação Infantil e Ensino Fundamental, visto que para estudar as crianças pequenas têm que se submeter a um transporte precário - quando não ficam em casa -, e os alunos do Ensino Médio precisam se deslocar até a Escola Estadual Dep. Manuel Rodrigues ou mesmo à Rogério Fróes, percorrendo, muitas vezes a pé, uma distância de seis quilômetros. O início das obras ocorreu num evento meio duvidoso para a comunidade: “Pra mim não foi um ato público, foi um ato político. A comunidade não foi avisada com antecedência do inicio das obras. Nós fomos convidados e não protagonistas do evento, quando somos autores dessa luta, dessa conquista”, protesta Fátima Abreu, coordenadora da Fepraf. Segundo a Secretaria Municipal de Educação (SME,) o nome da escola será definido pela comunidade (exigência da Fepraf) e contará com 12 salas de aula, biblioteca, laboratório de informática, laboratório de ciências, sala de vídeo, refeitório, quadra e pátio cobertos, banheiros adaptados para estudantes com deficiência e rampas. A unidade terá o padrão estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC) e poderá receber até 1.200 alunos nos três turnos. Já a creche terá o padrão definido pela SME, beneficiando até 80 crianças de zero a cinco anos. No lugar funcionará, ainda, um posto de saúde. Mas, as obras ainda estão em fase de terraplanagem. Cláudia Monteiro, assessora de comunicação da Regional II, diz que a demora da construção se deve aos custos, pois só o terreno foi R$ 1 milhão por estar em área nobre. “A expectativa é que após o lançamento oficial da obra, o Complexo de Cidadania esteja pronto num prazo de sete meses”, avalia. Ou seja, escola adequada para essas crianças, direito garantido, como determina o Estatuto da Criança e do Adolescente, só em 2009. Isso se não ocorrer nenhuma mudança de rota na próxima administração municipal.

História da Educação
Já estão abertas as inscrições para VII Encontro de Historiadores da Educação, que este ano acontecerá no Centro Histórico de Barbalha. O evento acontecerá de 27 a 31 de maio e as inscrições podem ser feitas nas secretarias do encontro, que são a Faculdade de Educação/UFC (Rua Waldery Uchoa, 1 - Benfica) ou o Grupo de Pesquisa e Estudos em História e Memória da Educação no Cariri/Urca (Rua Coronel Antônio Luiz, 1161 - Bairro: Pimenta) Também podem ser feitas através do site do evento: http://www.faced.ufc.br/eche2008/index.html. Maiores informações: nhime.ufc@gmail.com.

Olimpíadas das letras
Foi dada a largada para as Olimpíadas de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. A Olimpíada é uma ação conjunta do MEC e da Fundação ItaúSocial e tem como objetivo promover um reforço nos estudos de Língua Portuguesa de estudantes brasileiros, por meio da aplicação de seqüências didáticas para o ensino de gêneros textuais. Além da inteligente e saudável disputa, o evento envolverá atividades culturais, de formação de professores, viagens e prêmios. Para que alunos e professores possam concorrer, é indispensável que a rede de ensino da escola faça sua adesão, através de um termo. Maiores informações: www.escrevendoofuturo.org.br


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