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Lúcio Brasileiro

REPORTAGEM

O Ayrton Rocha servia a J. Macêdo...

Lúcio Brasileiro


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21/08/2008 01:29

Artur Silva e Luís Sérgio Vieira que neto de fundador do Ideal, é filho de uma das colunas do Náutico. (By Rodrigues Jr)
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Artur Silva e Luís Sérgio Vieira que neto de fundador do Ideal, é filho de uma das colunas do Náutico. (By Rodrigues Jr)

O Ayrton Rocha servia a J. Macêdo, pois gerenciava aqui a McCann Erickson, que fazia publicidade do grupo.

Me pediu que eu falasse ao José Macêdo pra ele tirar um carro e ir descontando mensalmente do que a empresa teria que pagar à agência.

Falei ao José, que negou, alegando não ser esse o procedimento curricular nas vendas. Não gostei, e lhe disse: "Mas se fosse um pedido da Luíza Távora (na época primeira-dama), você atenderia".

Macêdo encerrou a questão: "Ora, a Luíza, se quiser, leva a loja toda".

FLÔR QUE PINGA
Lalá Medeiros, a meu pedido, trouxe Florinda Bulcão no começo do Cumbuco. Ofereci champanha Don Perignón e caviar. Florinda: "Aceito cana, e se for Canaã de tampa metálica, melhor". Tinha.

EMPURRÃO
O Domenico me tem sido permanentemente reconhecido. Ele veio da Itália para Fortaleza, trazido pelo tio Luiz, que mantinha uma alfaiataria no Centro, a Belo Horizonte, nossa melhor alfaiataria. Ali tive meus primeiros ternos cortados por ele. Quando brigaram, me procurou, para apoiá-lo, por conta própria. Pois não, e até hoje. Tenho orgulho dele.

CLASSE NA HORA AMARGA
A missa de sétimo dia da Lourdes Ary foi um exemplo. Seu marido Xafy e os filhos Walder, Jorge e Ricardo, as noras, Liliana, Jane e Ida, os cavalheiros de paletó e gravata, as moças muito bem produzidas, quando nos acontecimentos fúnebres o que se observa é um descabelamento geral.

DOSE DUPLA
Édson Queiroz me convidou para jantar com Walter Clark, então ainda todo-poderoso na Globo. Yolanda me pôs ao lado do visitante, a quem dava, corretamente, sua direita. Édson abriu um Chateau Lafite Rothschild, mas Walter, incorretamente, levou seu uísque pra mesa. Assim, me vi na obrigação de beber no meu copo e no dele. Ao reparar minha ação, Yolanda dizia baixinho: "Tem mais, Lúcio".

ENCANÁVEIS
Nas minhas andanças, uma vez deu polícia. Eu estava com o entalhador Batista e sua mulher Mady, que morreu recentemente de câncer, num hotel em Friburgo. O Batista, de pileque, intimou de mexer com a vitrola da proprietária, uma húngara, que devia ter muito ciúme da peça, pois logo chamou a patrulha. Tivemos que fugir os três, de bicicleta, ladeira abaixo.

BON MOT
A confiança faz a pessoa se tornar o que você lhe diz que espera dela.
SCOTT ADAMS


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