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Ecologia

ECOLOGIA

O etanol para quem?

Edgard Patrício


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29/09/2007 14:57

Cesar Sanson é pesquisador do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores e doutorando em Ciências Sociais na UFPR. Em uma análise conjunta com a equipe do Instituto Humanitas Unisinos (IHU), ele aborda o tema produção de etanol no Brasil. Seu artigo, O Etanol e a 'Civilização do automóvel', parte dessa análise. Nele, Sanson afirma que o governo Lula, "do entusiasmo com a produção de energia alternativa a partir de oleaginosas - vinculado a um programa de incentivo a pequenos agricultores - transitou para o tema do agrocombustível, a produção em larga escala do etanol a partir da monocultura da cana-de-açúcar". A partir dessa constatação, ele indaga: quem se beneficia do etanol?

O pesquisador acredita que o problema é mais grave. "Não se está questionando a inviabilidade da 'civilização do automóvel'". Uma civilização em que cada um "se acha no direito inalienável ao carro como meio de transporte individual". É para essa 'civilização' - a 'civilização do automóvel' que estaria destinado o etanol. Como denunciou a Via Campesina, se trataria de uma "lógica absurda de manter 800 milhões de automóveis e caminhões circulando pelas estradas às custas de barrigas vazias, uma vez que se diminuí a área agricultável para produção de alimentos".

Junto com o carro viria um outro problema, segundo Sanson: os pneus. O Brasil está virando um depósito de pneus usados. De 1990 a 2004, entraram no País mais de 34 milhões de pneus recauchutados. É o lixo que os países ricos não sabem o que fazer. Haveria ainda um outro elo na cadeia produtiva do etanol. As condições de trabalho dos cortadores de cana. O corte da cana-de-açúcar é cada vez mais mecanizado. Entretanto, são muitos "os que ainda vivem desse penoso trabalho". Se fecharia o ciclo da cadeia do biocombustível: transformado em mercadoria pelo capital, favorecendo apenas os ricos, privilegiando a lógica do carro como transporte individual e penalizando milhares de trabalhadores no campo no corte da cana. www.radioagencianp.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=3009&Itemid=43font

Café ecológico
A primeira fábrica de café exclusivamente ecológico vai ser lançada na comunidade do Lameirão, município de Mulungu (CE), em plena Área de Proteção Ambiental do Maciço do Baturité. A fábrica é resultado do projeto Recuperação, Conservação e Manejo de Florestas Nativas e Antropogênicas na APA de Baturité, desenvolvido pela Fundação Cepema e financiado pelo Ministério do Meio Ambiente. (85) 3223 8005

Direito à cidade
Dia 1º de outubro será marcado por uma mobilização nacional. É a II Jornada de Luta pela Reforma Urbana e pelo Direito à Cidade, uma iniciativa de vários movimentos sociais urbanos, entre eles o Fórum Nacional de Reforma Urbana (FNRU). O fim da violação do Direito à Moradia e o fim dos despejos; o imediato encaminhamento ao Legislativo de projeto de lei que institui o Conselho das Cidades, com caráter deliberativo, são reivindicações da Jornada. www.forumreformaurbana.org.br

Mercado de carbono
Essa semana ocorreu o primeiro leilão de créditos de carbono, na bolsa de valores de São Paulo. E na terça (2/10), o Instituto Euvaldo Lodi do Ceará (IEL/CE) e a Ecológica Assessoria realizam, às 18h, na Casa da Indústria (Fiec), a palestra Oportunidades para as Empresas Cearenses no Mercado de Crédito de Carbono. O evento é gratuito. (85) 3466 6515.

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