Ecologia
ECOLOGIA
A construção civil e as mudanças climáticas
Edgard Patrício
31 Mar 2007 - 14h24min
Redução do uso de energia e melhoramento da eficiência ou do seu uso em prédios. Essa pode ser a contribuição que a construção civil pode dar para refrear o aquecimento global e as mudanças climáticas. É o que afirma o novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) Construções Sustentáveis e Iniciativa Imobiliária (SBCI, da sigla em inglês). Segundo o relatório Construções e Mudanças Climáticas: status, desafios e oportunidades, a mistura correta entre uma apropriada regulamentação governamental, um aprimoramento do uso de tecnologias para economia energética e uma mudança comportamental pode reduzir substancialmente as emissões de dióxido de carbono (CO2) do setor de construção civil, que acumula cerca de 30% a 40% do uso global de energia.
As melhorias ambientais também podem se dar em construções antigas. Basta reconhecer que no tempo de vida de um prédio comum, a maior parte da energia é consumida não para a construção, mas durante o período que o prédio está sendo usado. Ou seja, quando a energia está sendo usada para aquecimento, refrigeração, iluminação, cozimento, ventilação e outros. Vários países, incluindo Austrália, Cuba e países da União Européia, estão cuidando para gradualmente ou totalmente banir o uso de lâmpadas incandescentes que estão no mercado por mais de um século em vários modelos. A agência Internacional de Energia estima que uma total mudança global para lâmpadas compactas fluorescentes pouparia, em 2010, 470 milhões de toneladas de CO2 ou um pouco mais do que a metade das reduções de Kyoto.
Com base nisso, o Relatório orienta para o uso melhorado de tecnologias como isolamento térmico, sombra solar e utensílios eletrônicos mais eficientes, sem deixar de lado a importância de campanhas de educação e advertência. Os especialistas indicam soluções simples, incluindo sombras e ventilação natural, uso de materiais reciclados de prédios, adequação do tamanho e da forma do prédio para seu propósito de uso, entre outras saídas. O SBCI é uma parceria internacional para 'deixar verde' o setor de prédios e construções. Inaugurada há um ano junto ao Pnuma, hoje tem cerca de 30 membros, incluindo alguns dos maiores nomes da área. Cópias do relatório sobre Construções e Mudanças Climáticas Pnuma/SBCI podem ser baixadas dos endereços www.unep.fr ou www.unep.org. (a partir de informe do Pnuma)
Tá esquentando...
A maior planta de energia solar do mundo foi inaugurada essa semana em Portugal. Custou US$ 78,5 milhões e tem capacidade para produzir 11 megawatts de energia, o que pode cobrir a demanda de 8.000 casas. Com a produção da energia limpa, a planta de energia solar deve evitar a emissão de 30 mil toneladas de gases formadores do efeito estufa por ano. É um projeto conjunto das empresas americanas GE Energy Financial Services e PowerLight Corporation e da companhia de energia renovável portuguesa Catavento. (a partir da Folha Online)
Justiça ambiental
VII Congresso Brasileiro do Ministério Público do Meio Ambiente, de 25 a 27/4, promovido pela Associação Brasileira do Ministério Público do Meio Ambiente (Abrampa). Além de uma conferência de abertura sobre aquecimento global, o evento vai discutir a questão da ocupação das cidades litorâneas, em uma palestra com o Procurador da República Alessander Sales, do Ministério Público Federal no Ceará. Programação do Congresso no www.abrampa.org.br/fortaleza/.
Ambiente a distância
O Senac está iniciando novas turmas do curso de pós-graduação lato sensu a distância em Educação Ambiental. O curso, de 360 horas, tem três momentos presenciais, obrigatórios pelo MEC. Está dividido em cinco módulos: sociedade, natureza e desenvolvimento; princípios de ecologia e conservação da natureza; meio ambiente e cidadania; educar para a sustentabilidade; e elaboração de projetos. www.senac.br
Mobilidade urbana
Portaria do Ministério das Cidades (número 89, de 12 de março de 2007) abre a quinta chamada de projetos para habilitação no Programa de Infra-estrutura para a Mobilidade Urbana (Pró-Mob). Vão ser recebidas propostas de operação de crédito de municípios com mais de 100 mil habitantes, em carta consulta disponibilizada na página do Ministério na Internet, remetidas até 30 de abril de 2007.
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