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De Olho no Dinheiro

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Na guerra para baixar custos

Nazareno Albuquerque


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21/07/2007 14:53

A indústria da construção civil cearense vem conquistando, através da Coopercon - o braço de negócios do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) sucessivas vitórias diante dos seus principais fornecedores, reduzindo custos dos materiais e assim conseguindo tornar-se mais competitiva na hora das ofertas imobiliárias ao mercado, assegurando melhores preços finais ao público. Isto foi nitidamente percebido na última promoção denominada Feirão Imobiliário, da Caixa Econômica, realizada no início de junho, quando os preços dos imóveis ofertados conseguiram seduzir milhares de compradores.

“São os sinais da moderna economia brasileira, que, infelizmente, ainda encontra os obstáculos da burocracia mas que o empresariado, por cima de pau e pedra, vem fazendo o Brasil chegar lá”, analisa com otimismo Carlos Fujita, presidente do Sinduscon. Segundo ele, a busca pelo equilíbrio dos preços relativos internos com o mercado internacional, vem forçando a indústria nacional a reduzir suas margens exageradas de lucro. No que tem razão Fujita. No ano passado, por exemplo, o preço do produto porcelanato - um tipo de cerâmica de alta qualidade - no mercado nacional beirava os R$ 70 o metro quadrado. Tirando o pé do chinelo, 21 empresários filiados ao Coopercon viajaram à China no início do ano para conhecer os preços dos materiais no mercado internacional, novos padrões de qualidade e alternativas de importação. Ficaram espantados com os preços praticados pela indústria nacional. Aquele piso em porcelanato, com qualidade equivalente e maiores opções poderia chegar ao Brasil para as nossas construtoras por apenas
R$ 30 o metro quadrado.

O diretor-executivo da Coopercon, Raimundo Bezerra, caiu em campo pesquisando: o cimento brasileiro custa para a indústria da construção o dobro da cotação internacional, US$ 8 aqui e US$ 4 lá fora. “Pena que o sofrimento seja grande para o desembaraço de mercadorias no porto. Dá para desanimar”, disse-me o empresário Rodrigo Freire, da PortoFreire Engenharia, que integrou a comitiva e importou um lote de cerâmica. Mas, todos juntos na luta não dá para desanimar. “É por isso que a Coopercon não para de buscar preços justos para o nosso setor, e vem conseguindo isto inclusive no mercado interno. Agora mesmo estamos comprando no Brasil cerâmica quase pelo mesmo preço do produto chinês. “Assim desenvolvemos, com esta prática, a economia do ganha-ganha. Estaremos partindo no segundo semestre para nova missão à China em busca de novos materiais mais em conta, para conferir se a indústria nacional pode acompanhar o nosso esforço por melhores preços para a construção civil cearense, afirma o executivo Raimundo Bezerra. Estão nas pesquisas o cimento, alumínio, ferro redondo e vidros. E ainda há quem se queixe da economia (quase ) aberta em nosso País.


A PROPÓSITO
As indústrias calçadista e de confecções cearenses receberam com pálido sorriso a decisão do Mercosul, por proposta do governo brasileiro, em aumentar de 20% para 35% as tarifas de importação desses produtos, como salvaguarda contra a guerra de preços dos produtos chineses.

Reajuste de mais de 70%, muito acima das queixas desses setores com respeito à desvalorização do dólar frente ao real. A decisão brasileira e dos demais países do Mercosul, se por um lado onera o produto chinês, por outro cobra da indústria nacional competitividade para poder exportar.


SEM GRANA
Porque não enviaram a tempo a documentação necessária à obtenção do Seguro Safra, 12 municípios do Ceará ficaram este ano fora do programa, dentre eles Abaiara, Umari, Amontada, Baixio, Cascavel, Potengi, Ubajara, Nova Russas e Saboeiro. Um desastre para a economia desses municípios, considerando a elevada perda de safra deste ano, uma quebra próxima de 50%, nas contas da Ematerce. Cerca de R$ 60 milhões do programa circularão na economia cearense entre agosto e dezembro deste semestre. Menos, naqueles municípios.


TURISMO RADICAL
No Ceará, o crescimento do turismo de lazer tem um diferencial em relação aos outros Estados do Nordeste: o esporte, com turistas nacionais e internacionais vindo ao Estado para praticar modalidades radicais e de aventura, como windsurfe, kitesurfe, montanhismo e vôo livre, dentre outras. A afirmação é do empresário Décio Sanford, da Arrow Marketing, que atua no Ceará com turismo radical. Uma das iniciativas que contribuem para esse diferencial é o Wind Brasil, que está completando 10 anos, com a próxima edição marcada para novembro. Jeri e Cumbuco são as áreas preferidas.


PARCERIA CONTRA A FERRUGEM
A Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará, firmou contrato com a Coelce para avaliar o grau de corrosão dos materiais que a companhia utiliza, determinados pelos diferentes climas e microclimas verificados no Estado. Segundo a pesquisadora Ieda Nadja Silva Montenegro, que está coordenando o projeto, "os estudos permitirão classificar a agressividade atmosférica do Ceará e possibilitar à Coelce a escolha de materiais mais resistentes aos teores de cloretos, sulfatos e umidade relativa do ar. A técnica do Nutec observa que essa agressividade não se dá apenas no litoral cearense, mas também em regiões serranas, onde a umidade é alta, ocasionando a presença de microorganismos. "Vamos estudar as reações do cobre, alumínio, aço cobreado e outros materiais às nossas condições climáticas", acentua Ieda Nadja, que espera concluir os estudos em um ano. Atualmente, a Coelce emprega preferencialmente o cobre nas linhas de transmissão de energia, com elevados custos de manutenção em toda a região costeira do Estado.


AS NOVAS CEASAS
Estão orçados em R$ 18,4 milhões os custos de implantação das duas novas Centrais de Abastecimento do Estado, as Ceasas da região do Cariri e do município de Sobral, na Zona Norte, segundo adianta o secretário da Agricultura do Estado, Camilo Sobreira de Santana. Cada Central ocupará uma área mínima de 77 mil metros quadrados, e vem ao encontro de antiga reivindicação do setor hortifrutigranjeiro daquelas regiões. "Segundo pesquisas feitas pela Seagri na região do Cariri, cerca de seis mil toneladas desses produtos circulam mensalmente pelo triângulo constituído pelos municípios do Crato, Juazeiro e Barbalha", registra Camilo, lembrando que as Ceasas funcionarão como unidades reguladoras dos preços agrícolas no interior do Estado, o que irá favorecer sobretudo o pequeno produtor. Os projetos das duas Ceasas contarão com recursos do Ministério da Agricultura e Abastecimento. A Ceasa do Cariri será construída no município de Barbalha.


FORTALECENDO A FAJECE
O novo presidente da Fajece, Marcelo Santiago, tomou posse em bonita solenidade, prometendo fortalecer a atuação da entidade dos jovens empresários no interior do Estado, abrindo unidades da AJE em Aracati região do Cariri.


FACULDADE CDL SÓ EM DEZEMBRO
O presidente reeleito da CDL-Fortaleza, Honório Pinheiro, prevê somente para dezembro a realização do vestibular da Faculdade Tecnológica do Varejo, que inicialmente será mantida com recursos da entidade. Ele coloca que sua nova gestão será marcada por uma forte luta pela reforma tributária em nosso País.


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