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Concidadania

CONCIDADDANIA

De médicos e infiltrações

Valdemar Menezes
15 Mar 2008 - 14h16min

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Com todo o reconhecimento existente em torno da remuneração insuficiente da categoria médica, os seus movimentos reivindicatórios estão condicionados pela realidade de que exercem uma atividade que tem maiores implicações éticas do que outras profissões, por lidar diretamente com a dignidade da pessoa humana e com seu bem mais precioso: a saúde e, conseqüentemente, a vida. Quer seja justo, ou não, não é lícito aos médicos agirem sem levar em conta esses dois condicionamentos. Não são profissionais, nem funcionários públicos quaisquer, em termos de responsabilidade. Se as restrições que recaem sobre militares são, fundamentalmente, de ordem disciplinar, as dos médicos são, sobretudo, de natureza ética - não podem agir como as outras categorias, pois não lhes é lícito usar a pessoa humana - o paciente - como arma de barganha. Ao fazerem o juramento de Hipócrates sabem que assumem uma condição sujeita a muitas restrições, o que a difere de outras profissões -
para o bem ou para o mal.

EPIDEMIA
O avanço destrutivo do crack em Fortaleza é uma ameaça cuja gravidade ainda não foi aquilatada em todas suas conseqüências. Trata-se de uma verdadeira epidemia. O desespero das famílias, sobretudo nos bairros mais carentes e favelas, é de causar dó, porque não há quem as assista em sua aflição. Depois de “fisgados” pela droga, o jovem inicia um caminho praticamente sem volta. Daí para frente, satisfazer o vício é um imperativo incontrolável. Aí, assaltar e matar torna-se uma brincadeira. Será que ninguém enxerga o rastro do estopim que está prestes a levar pelos ares qualquer resquício de vida civilizada em nossa Capital? Os poderes públicos já poderiam começar o seu trabalho retirando das ruas e levando para tratamento algumas dessas figuras fantasmagóricas e socorrer as famílias desprovidas de recursos para tratar de seus filhos e que se transformam nas primeiras vítimas de sua violência. O principal é montar uma espécie de Estado Maior para tratar a questão de maneira estratégica e articulada, não pontualmente como se está fazendo. Será tão difícil de enxergar isso?

INFILTRAÇÃO
É completamente sem sentido a reação de algumas entidades contra a divulgação de documentários que mostram em detalhes várias formas de aborto. As imagens dos fetos sendo destruídos são chocantes, mas reais. É preciso que as pessoas saibam, de fato, como um aborto é feito, para não se posicionarem apenas de um ponto de vista intelectual. E não se trata de “terrorismo” como proclama a ONG “Católicas pelo direito de decidir.” Desde quando é terrorismo mostrar a realidade? Aliás, é preciso prevenir a opinião pública: essa ONG não tem nada de católica, usa o nome do catolicismo para confundir os incautos. A Santa Sé já denunciou esse grupo como anticatólico, um verdadeiro cavalo de Tróia que quis se infiltrar, inclusive, na Campanha da Fraternidade deste ano, através de uma participação em um dos vídeos oficiais. Estes foram retirados de circulação e destruídos, depois que se descobriu a infiltração.

PEREGRINAÇÃO
Uma caravana de quatro ônibus fretados por fiéis da Paróquia de São João do Tauape realizou neste sábado uma peregrinação ao Santuário da Rainha do Sertão, em Quixadá, durante a qual foi celebrada uma missa no Rito Romano Extraordinário (missa tradicional), em Latim, com cantos gregorianos. É a primeira vez que a antiga missa pré-Vaticano II é celebrada no templo, uma vez que a igreja foi construída bem depois que a antiga liturgia foi substituída pela a atual, a partir de 1970. Só em 14 de setembro do ano passado, com a publicação do Motu Proprio “Summorum Pontificum”, do papa Bento XVI, a missa tradicional foi restabelecida e, daqui para frente, segundo o papa, as duas formas de missa devem coexistir pacificamente. O lucro é dos fiéis que podem assim desfrutar do rico patrimônio litúrgico acumulado pela Igreja nos últimos dois mil anos, e que arriscava se perder. Os católicos de Fortaleza têm o privilégio de contar com três formas de missa: a missa moderna (Rito Romano Ordinário), a missa tradicional (Rito Romano Extraordinário) e a missa no rito oriental (Divina Liturgia). A missa tradicional ocorre todos os domingos, às 11 horas, na Paróquia de São João do Tauape. E a missa no rito oriental, igualmente aos domingos, às 9h30min e 18 horas, na Paróquia Nossa Senhora do Líbano.

LIVRO
Nesta terça feira, 18, às 19h30min, na Livraria Oboé, no Shopping Center Um, será lançado o livro Alienação, Trabalho e Emancipação Humana em Marx, do professor de Filosofia da UFC, Jorge Luiz de Oliveira. A apresentação será feita pelo professor Eduardo Ferreira Chagas.

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