Ir para a página sobre a Publicidade

O POVO Online

Clube do Bolinha

CLUBE DO BOLINHA

Paixão virtual, encontro imaturo

Rodrigo Rangel e Thadeu Braga
17 Mai 2007 - 01h32min

A+ A- Mudar tamanho


Apesar de ser um sábado à noite e não ter nenhum compromisso no domingo pela manhã, você encontra-se em casa, sem vontade nenhuma de sair pra balada e só esperando a hora marcada para teclar com sua paquera virtual. Prevenido, você já tinha deixado um aviso para seus irmãos que nesse dia e nesse horário você iria precisar do computador para fazer um trabalho do colégio – uma mentia sem maiores conseqüências. O pior é que seu celular não pára de tocar um só instante e você - para não dar corda para seus amigos curtirem com sua cara até o próximo da galera aprontar outra - não revela o romance virtual, mas eles desconfiam de algo, claro.

E, sempre pontual, ela entra no horário combinado e você vai logo dando as boas vindas: ôBoa noite, Di® (Di de Diana). Depois de tanto tempo de conversas virtuais, vocês já estão naquela fase de um cobrar a fidelidade ao outro, mesmo sabendo que isso não acontece entre ambas as partes. A conversa sempre se estende madrugada adentro e muitas vezes vocês presenciam, virtualmente, o nascer do sol.

Sabe a garota dos seus sonhos, que você sempre idealizou e só via nos filmes? Pronto, era a Diana. Logo, vocês trocam telefones e ficam revezando entre as conversas pelo telefone e pela internet. E que voz meiga e suave, daquelas de nos deixar retardados, ao ponto de vibrarmos com gritos e pulos assim que desligamos o telefone. Pois bem, até aí tudo foi favorável e você está disposto a levar o relacionamento adiante e, finalmente, marcar o tão esperado encontro.

Mas o que poderia dar errado? Ela gosta das mesmas coisas que você gosta, ela tem o estilo de sua preferência, as conversas são sempre agradáveis e, o melhor, o sentimento dela por você é recíproco. Pronto, nada a temer. Na verdade, apenas uma coisa era incerta: a sua aparência física. O encontro é agendado com antecedência e o lugar marcado – cinema - já indicava que o tão esperado momento se concretizaria.

O encontro se deu num fim de tarde, num shopping da cidade. Os ingressos do filme já estavam em mãos, tudo preparado, tudo, menos você, que não enxergou a linda garota, que tantos bons momentos lhe proporcionou e você, imaturo, preferiu ignorar tudo isso por um conceito de beleza imposto pela sociedade. De braços cruzados para ela e para o mundo, você assistiu ao filme intacto e, depois do término, cada um foi para sua casa e nunca mais se falaram.


FALA, BOLINHA!
O Talibe Olimpio De Oliveira, de 16 anos, nos contou que já azarou muitas garotas pela internet. Porém, hoje em dia, ele prefere primeiro conhecer pessoalmente para depois manter o contato virtual. Para Talibe, a coisa tem quer ser olho no olho. Ele revelou que já foi a um encontro e que a garota não era nada daquilo que aparentava ser nas fotos. Segundo ele, ela era mais "feinha". Confira!

"Eu já fui muito de ficar azarando mulher por Msn , Flog e Orkut . Dessas tentativas, algumas deram certo. Em outras eu acabei conhecendo grandes amigas, que no começo eu apenas "queixava" por Msn. Mas tenho que admitir que a grande maioria eu adicionei e conversei muito só com segundas intenções. Hoje em dia eu já tenho uma idéia totalmente diferente. Eu acho que você tem que, primeiramente, conhecer pessoalmente, ai falar no Msn só pra manter contanto mesmo. Você por trás do Msn não tem graça. Tem que ser uma coisa olho no olho. Muito melhor, com certeza. Algumas vezes aconteceu de eu conhecer a menina só pela net. Chamei pra sair e fiquei com ela. Eu tinha a visto por fotolog, mas não era aquilo que demonstrava ser nas fotos. Quando a encontrei ela era mais feinha. Só ficamos uma vez, mas continuei falando com ela pela net."


CONSTRAGIMENTO TEEN

Conversa de elevador
Não dá pra falar de situações constrangedoras sem tocar na mais comum e cruel delas: as conversas de elevador. Dentro daquele cubículo minúsculo, cabem apenas entre seis e 12 pessoas, mas as histórias, os constrangimentos, são infinitos.

Você entra no elevador, fecha a porta e, enquanto a outra portinha (aquela que corre lateralmente) não fecha, você fica olhando pelo vidrinho um outro morador do seu prédio que está correndo para pegar o elevador. Na verdade, enquanto ele corre, você torce pra ele não alcançar a meta. O pior de toda a situação é que, provavelmente, você não tem nada contra o vizinho. Tudo o que você quer é evitar a "conversa de elevador".

"Olá. Tudo bom? Tá quente hoje, né?". Pronto, se essa frase foi dita no elevador, é porque o tal vizinho conseguiu entrar. Agora, caro Bolinha, é só constrangimento. "É... tá realmente quente", você responde. A conversa logo fica totalmente escassa de assunto. Por isso, os dois (você e o vizinho) começam a olhar coisas nada a ver: relógio, espelho, sapato. Alguns mais extremos até fingem conversar no celular, só pra não passar pela vergonha da "conversa de elevador".

Escuta essa: "Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida."
Provérbio chinês

Dê sua nota clicando nas estrelas

Espaço dos leitores:

Comentar esta notícia

Seu nome:

Seu e-mail:

Sua cidade:

Comentário:

Importante: Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade de seus autores e as conseqüências derivadas deles podem ser passíveis de sanções legais. O usuário que incluir em suas mensagens algum comentário que viole o regulamento será eliminado e inabilitado para voltar a comentar.

Botao para a página sobre a Publicidade

Indique esta notícia

Seu nome:

Seu e-mail:

Nome do destinatário:

E-mail do destinatário:

Ir para a página sobre a Publicidade

Charge

Ir para a página sobre a Publicidade

© 2008 O POVO - Todos os direitos reservados