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Clube da Luluzinha

CLUBE DA LULUZINHA

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Ana Rachel e Paula Lima


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17/05/2007 01:32


É sexta feira, 20h, e todas as suas amigas já ligaram pra saber que horas você chega à casa da Paty, para o esquenta antes da balada. Você ainda nem pensou na roupa que vai usar hoje à noite ou sequer lembrou que era noite de balada... O tempo deixou de existir quando você sentou na frente do computador e se rendeu aos encantos da internet, ou melhor, do seu paquera virtual. Ninguém sabe dessa sua paixão, até porque, você e ele conversam sobre coisas adversas que nada têm a ver com o que você em geral conversaria com seus amigos. E não é nada que seja segredo, você apenas nunca mencionou a existência dele. É um mundo paralelo. E é exatamente por isso que você está no maior tec-tec, os dedos voando nas teclinhas, enquanto esse cara lindo que você conheceu no Orkut há mais de um ano, corresponde suas intenções amorosas e expectativas apaixonadas. Vocês dão gargalhadas – sim, ele aparece na câmera com o mais belo dos sorrisos – e às vezes dá até taquicardia, quando ele diz pra você "tu me dá um frio na barriga". Na maioria das vezes, as conversas entre vocês são ininterruptas e podem durar uma tarde inteira. Vocês adoram fantasiar sobre como será se um dia se encontrarem e confidenciam dúvidas e opiniões sobre Bolinhas e Luluzinhas. Ele curte poesia, e algumas das músicas que ele mostrou são hoje suas favoritas. "Viva a paixão virtual!". Você pensa enquanto rola de rir do menino que tem covinhas e suspira enquanto os dois brincam com a possibilidade de fabricarem um teletransporte. E vocês nem têm grandes pretensões quanto ao outro. Gostariam de se conhecer um dia e saber no que daria. Amigos vocês já são. E haja assunto que não tem fim. O melhor do paquera virtual é isso. Vocês são amigos mesmo, sem cobranças, sem preconceitos. Tudo o que querem é sentar e conversar... até dar a hora no relógio e você se lembrar do mundo real. A Paty já ligou pela terceira vez e disse que está saindo pra te pegar. Vocês demoram uns dez minutos pra se despedir e combinam o mesmo horário na semana que vem. Você manda o último dos mil beijos, desligando a tela, já com as idéias passeando no guarda-roupa... Vai procurar uma blusa verde, a cor favorita dele, para esta noite.


Momento de descontrole
Esse depoimento a gente recebeu de uma Luluzinha, que está morando nos Estados Unidos. Ela é cearense e a história dela aconteceu aqui em Fortaleza mesmo. Quando ela leu, semana passada, o mico de uma Luluzinha que teve a identidade preservada, ela correu e contou pra gente o descontrole maior que ela passou.

"Eu fui para uma festinha na casa de uns amigos com uma roupa que tinha comprado no mesmo dia. Estava me sentindo linda, era um conjunto de calça e blusa que eu acho perfeito. Lá na festa eu conheci um menino lindo, nós paqueramos assim que eu cheguei e, depois de alguns minutinhos de conversa, a gente ficou. Nesse dia, eu dormi na casa de uma amiga minha e no outro dia resolvemos ir passear no Iguatemi. Eu fui com a mesma roupa da festa. Estava bem limpinha, então usei sem muito problema. Quando eu chego lá, vejo o menino que fiquei! Dei meia volta e saí correndo. Imagina o mico, ele me ver com a mesma roupa da noite anterior! Fui ao banheiro e pedi pelo amor de Deus para minha amiga trocar de blusa comigo. Ela ficou com tanta pena do meu desespero que trocou, mesmo a minha blusa não combinando em nada com a saia dela. Foi o maior sufoco esse dia".

Fala Lulu
A Jéssika de Morais, 18, tem motivos de sobra para acreditar que romance virtual pode dar certo, sim!
"Eu conheci meu namorado pela net. Entrei no MSN de uma amiga e aí comecei a conversar com ele, o achei muito gente boa. A partir daí, nós passamos algumas semanas conversando pela net, até que resolvemos nos encontrar pessoalmente no shopping. Passamos seis meses ficando e seis meses namorando. Ou seja, estamos juntos há um ano, e tudo por causa do MSN. Antes de vê-lo pessoalmente, eu o conheci por foto, mas ele se tornava bonito não só pelas fotos, mas pela maneira com que ele conversava. Sempre atencioso e escutando tudo o que eu tinha pra contar, ouvindo problemas e me apoiando sempre. Quando eu o conheci pessoalmente, eu já estava gostando dele e o achei mais bonito do que nas fotos. O problema é que ele era tímido, mas com o tempo a gente foi se acostumando com a convivência, e eu descobri que ele só era tímido, daquele jeito, no começo. Hoje em dia, eu o acho superextrovertido e um ótimo namorado".


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