Tânia Alves
02/11/2007 00:46

Começa hoje em Guaramiranga, no maciço de Baturité. a 100 quilômetros de Fortaleza, o II Encontro Ecologia e Espiritualidade. O objetivo é avaliar os impactos do aquecimento global sob o ponto de vista ético. Entre os convidados, o doutor em Ecologia, Genebaldo Freire, autor do livro Educação Ambiental Princípios e Práticas; a professora-adjunta do Departamento de Filosofia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Nancy Mangabeira Unger; e o idealizador da ONG Casa do Bem, do Rio Grande do Norte, Flávio Rezende. Na abertura, às 16h30min, haverá apresentação do espetáculo Depende de Nós, com meninos e meninas integrantes do Projeto Circo Escola. A promoção é da Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico. O encontro termina amanhã.
MEMÓRIA
O coronel e o cemitério.
Quando novo, o coronel via da varanda de sua casa os enterros passando pela pequena estradinha de terra. Era um aperreio. Em caixões ou em redes, o cortejo ia acompanhado por um pequeno grupo de homens. Eles tinham que andar léguas e léguas até a sede do município, onde ficava o cemitério. A caminhada, que geralmente começava cedinho, durava quase a manhã. Ora sobre areia densa, ora por entre pedregulhos. Raramente, as mulheres acompanhavam. O serviço era coisa de homem.
Dono de vastas terras por aquelas, o homem era testemunho de que no verão a caminhada se tornava difícil por causa do sol forte. No inverno, o problema era o rio que enchia dificultando a passagem. Se o enterro fosse logo depois da enxurrada, o cortejo tinha de parar horas e horas e esperar as águas baixarem para que a travessia pudesse ser feita com segurança.
Difícil mesmo era carregar o caixão quando o defunto era grande. Vez por outra, aparecia na fazenda familiares pedindo emprestado o carro de boi para que o cortejo pudesse ser feito mais facilmente. O caixão ia em cima do carro, que saía cantando até a entrada da cidade. Então os homens voltavam a segurar as alças, passavam pela igreja matriz e seguiam para o cemitério.
Ao ver passar mais um enterro pela estradinha, o coronel teve uma idéia: por que não doar parte de suas terras para construção de um cemitério na comunidade? Além disso, tinha um sonho não revelado para ninguém. Quando morresse, gostaria de ser enterrado num campo santo em suas terras, onde preferia morar e tinha passado a vida inteira. Era ali, naquela casa, que tinha prazer em receber os amigos para almoços (nessas ocasiões, sempre brincava: "Em casa de coronel não falta comida"). Nada mais justo que ser enterrado por ali. Não que pensasse em morrer tão cedo. Mas, o homem tem que ser prevenido.
Recebeu autorização do padre para a construção do cemitério. Murou o terreno e até mandou fazer um túmulo para a família. E fazia questão de propagar: "No meu cemitério, ninguém precisa fazer risca de cova" (pagar para enterrar os defuntos). Era só pedir autorização.
BATE-PAPO
NOVA SEDE
O Conselho das Secretarias e Secretários Municipais de Saúde do Ceará (Cosems) vai inaugurar na próxima segunda-feira, dia 5, às 19 horas, a nova sede da entidade. A sede fica na rua dos Tabajaras, 268, Praia de Iracema, Fortaleza.
QUIXERAMOBIM
Quixeramobim foi contemplado com 600 cisternas de placas, por meio do projeto desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Elas deverão ser construídas em localidades rurais, que não sejam conglomerados ou assentamentos. Os beneficiários serão famílias no perfil do programa Bolsa Família, mesmo que não recebam nenhum benefício ainda.
BEBERIBE
Duas missas serão celebradas neste Dia de Finados em Beberibe. A primeira às 5h30min, no cemitério, e a segunda às 18 horas, na matriz de Jesus, Maria e José. As celebrações serão presididas pelo padre João Mascarenas Valério.
SENADOR POMPEU
Em Senador Pompeu, a missa da Esperança será às 5h30min na pracinha do cemitério. Logo em seguida, os portões vão ser abertos para visitação. Presidirá a celebração o padre Carlos Roberto.
Colaborou Audílio Moura e Frederico Fontenele Farias