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Carta do Dia

Lei das Polaridades

Kitah Soares
08 Nov 2008 - 01h41min

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"Desde que o mundo é mundo, ninguém se convenceu de que morrer é obrigatório." (Drumond)

O poeta tem toda razão. Costumamos reagir muito mal às palavras - perdas, partidas, mortes e finais. Esquecemos que fomos feitos para as perdas e para todas as partidas, que nascemos "para" a morte, e que todos os finais são inerentes a todos os começos. Nossa mente, no entanto, recusa-se a aceitar esse fato inexorável. Lidamos mal com a nossa finitude e temporalidade. No entanto, deveríamos nos habituar com a certeza de que tudo que nasce um dia vai morrer. É a lei da polaridade atuando – chegada x partida, ganho x perda, nascimento x morte, começo x fim, alegria x tristeza... e por aí vai... Verdades que a vida não tenta esconder ou sonegar. Nós é que preferimos nos esconder, renegando tais idéias, porque somos apegados e queremos que tudo seja eterno. Morrer, partir, perder, são verbos que conjugados em qualquer tempo, principalmente na 1ª pessoa do singular (eu), nos apavora. – "Eu vou morrer um dia" ou "Eu perdi..." – uma idéia lógica, porém aterradora... Ahh!!! Nem pensar!!!

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