Flávio Ricco
20/08/2008 00:40

Mariana Ximenes (foto), a Lara de “A Favorita”, é uma das atrações do filme “A Mulher do Meu Amigo”, que tem lançamento anunciado para 17 de outubro. A comédia é baseada em “Largando o Escritório”, de Domingos de Oliveira, com direção de Cláudio Torres. Também no elenco, Marcos Palmeira, Antonio Fagundes, Otavio Muller e Maria Luisa Mendonça.
Disparidades
Dizem que Silvio Santos não quis Daniel Filho para dirigir as suas novelas, achando que ele está velho. Convenhamos, muito menos que o Silvio, mas verdade ou não é bem esta a forma de pensar no comando da nossa tevê. É só verificar o número de encostados por causa da idade. Só aqui alguém é capaz de abrir mão dos trabalhos de um Boni, por exemplo. Hoje, pouco se ouve do Cid Moreira, Léo Batista, Glória Maria, além de tantos outros, entre diretores, autores, jornalistas, redatores, cantores, comediantes, atores e atrizes. A televisão do Brasil parece que tem como capricho aposentar precocemente alguns dos seus valores mais importantes. Se dá a este direito. Agora vejamos os outros países. Inglaterra, por exemplo. Michael Parkinson, apresentador de 80 anos, é sucesso há mais de 50 na televisão britânica. É brilhante. Bota muitos no bolso. Não usa fone de ouvido para ser "inteligente" ou "engraçado", ou receber frases feitas de redatores bem pagos. Michael é ele mesmo, rápido, experiente, perspicaz. Uma de suas últimas entrevistas – e existe uma fila de gente aguardando, foi com Madonna. E ele, mais uma vez, foi genial. Tirou dela tudo o que queria e gostaríamos de saber, inclusive dando a oportunidade de esclarecer os motivos que determinaram sua saída da igreja católica e o estudo da cabala. No fim, como quem não quer nada, ainda propôs um desafio, "e aí, quer fazer um teste, cantando? Se for bem eu boto você como crooner na minha boate". Madona topou, cantou e no fim ainda perguntou: "e aí, Michael, fui aprovada?” Aqui, certamente nada disso aconteceria. Michael não teria vez. Silvio Santos ou outro qualquer diria que ele está velho demais.
Base central
Com o retorno do Johnny Saad ao Brasil, no final da última semana, todo comando da Rede Bandeirantes está novamente a postos nos altos do Morumbi.
Igual
O mesmo acontece na Record. Depois de alguns dias na China, o número 1 Honorilton Gonçalves e o diretor de jornalismo, Douglas Tavolaro, retornaram ao Brasil. Só Eduardo Zebini, esportes, fica na China até o final da Olimpíada.
Luz amarela
Fosse hoje o dia certamente Raul Gil teria dificuldades em renovar seu contrato na Bandeirantes. Há um certo descontentamento no ar. O programa não apresenta prejuízo, mas o fato do apresentador ficar sozinho com a parte boa – merchandisings - tem incomodado bastante o alto comando da casa. Só ele – dizem – está ganhando dinheiro.
Mais...
A solidariedade desta coluna ao Césinha, diretor da Eliana, que perdeu o pai no último sábado. Grande figura. A propósito: pra cima e bem sacado o encerramento do Fantástico, que homenageou Dorival Caymmi com a Regina Casé e, por fim, cantando Acalanto com a mulher dele. De se lamentar o incêndio no Cultura Artística, em São Paulo. Que surja rapidamente um outro teatro no lugar dele.
Bate – Rebate
Registro: apesar do silêncio, convém informar que o SBT completou ontem mais um ano de vida.
A Globo já colocou no ar as primeira chamadas de “Três Irmãs”. Muito bem feitas.
Além da insatisfação quase geral do elenco de “Revelação” com o fato de o SBT não se pronunciar quanto à estréia da novela, outro detalhe tem tumultuado o ambiente na Anhanguera.
Os atores reclamam do excesso de gravações. Tem gente no “limite extremo”, redundância preferida do Galvão Bueno.
Segundo se informa, a correria nos estúdios visa evitar que os contratos dos atores sejam prolongados. A ordem é terminar tudo até o início de outubro.
C´est fini
Então é isso. A solidariedade desta coluna ao Césinha, diretor da Eliana, que perdeu o pai no último sábado. Grande figura. A propósito: pra cima e bem sacado o encerramento do “Fantástico”, que homenageou Dorival Caymmi com a Regina Casé e, por fim, cantando “Acalanto” com a mulher dele. De se lamentar o incêndio no Cultura Artística, em São Paulo. Que surja rapidamente um outro teatro no lugar dele.
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