Bolsa S/A
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Fazer ou deixar passar?
Ana Cristina Cavalcante
20 Set 2008 - 19h50min
“Laissez faire,
laissez aller,
laissez passer”
Frase do comerciante francês Legendre, do final do século XVII. Os dizeres originaram a doutrina do Liberalismo. Na tradução literal, significam:
“Deixai fazer, deixai ir, deixai passar”.
O mundo respirou mais aliviado no fim da semana financeira. As intervenções do governo americano, com um pacote de medidas prometido pelo presidente George W. Bush, e a ação conjunta de seis dos maiores Bancos Centrais do planeta - que, na prática, significaram irrigar os mercados com dinheiro - cumpriram seu papel. Levantaram as bolsas e o ânimo das pessoas. Todos tivemos a sensação de que há uma trégua! A má notícia é que a crise ainda continua por algum tempo... E o que isso quer dizer? Em rápidas palavras, aperto de liquidez, volatilidade, ajustes de políticas monetárias e muita (muita mesmo) ansiedade.
Por aqui, a grande discussão travada durante a semana estava focada num ponto específico: o que acontecerá com o Brasil? Muito foi dito e especulado; poucas foram as conclusões. De um lado, o excesso de otimismo da equipe de Lula (e dos fãs do presidente superpopular, também, é claro); de outro, a tentativa de encontrar uma brecha (única que fosse) para provar ao brasileiro que a crise já atingiu a economia nacional. É natural que seja assim. Economia é sempre um excelente argumento político.
As notícias correm rápido nestes tempos. Apesar das tentativas, nenhuma delas deu conta de informar que a blindagem do Brasil trincou. E isto só não aconteceu por uma razão que deveria ser ponto pacífico: o fortalecimento do mercado interno. Senão vejamos. A crise do subprime começou há 13 meses. Nesse período, mantêm-se em curva de alta emprego, renda, atividade econômica (leia-se PIB), produção e, na ponta mais próxima de nós, o consumo. As empresas também não recuaram em seus planos de investimento e até o Copom (Comitê de Política Monetária, responsável pelos juros do País) sinalizou, quinta-feira passada, que a sua estratégia de juros ascendentes pode ser revista, porque a inflação parece estar sob controle.
É fato também que a economia, como ciência humana que é, tem certa natureza emocional. Tudo se dá na expectativa. Desde os tombos das bolsas aos cortes de juros e intervenções estatizantes das autoridades monetárias dos países. Seguindo a comparação recorrente da crise atual, o crash de 1929, o comportamento dos donos das decisões foi oposto às ações de intervenção puxadas (pasmem!) pelo governo Bush agora. Lá, prevaleceu o laissez faire, a mais forte tradução do liberalismo (que depois virou neoliberalismo). A doutrina prega o mercado livre, mesmo sob risco de quebra sistêmica. O que vimos essa semana foi a comprovação de que a iminência do prejuízo é capaz de derrubar o mais dogmático dos ideais.
ECONOMIA REAL
Enquanto isso na sala de justiça...
Como nem só de crise, vive o mercado brasileiro, a semana também foi marcada pelo atendimento de uma demanda tradicional dos exportadores. Os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e da Fazenda, Miguel Jorge (foto) e Guido Mantega, assinaram portaria interministerial regulamentando o funcionamento do drawback verde-amarelo, que entra em vigor dia 1º de outubro.
Para entender, o drawback funciona como um incentivo às exportações porque reduz os custos de produção. A proposta é tornar os produtos mais competitivos no mercado internacional. Mas o atual sistema desestimula a compra de insumos no Brasil que, por causa dos impostos, ficam mais caros que os importados.
O drawback verde-amarelo quer mudar isso ao permitir que as empresas recebam isenção tributária na compra de insumos nacionais usados na fabricação de produtos a serem vendidos no mercado externo. O Governo espera dar competitividade à matéria-prima nacional e evitar a substituição por importados. Isso quando a balança comercial brasileira tem apresentado queda do superávit, em função do crescimento das importações. O MDIC estima salto de 1,3 mil para 5 mil empresas operando dentro do regime.
Não faz mal... Pode tomar!
Terça-feira, 23 de setembro, é o Dia Nacional do Sorvete. A data foi escolhida porque também marca o início da primavera e da época de temperaturas mais altas. Como por aqui, é quente o ano todo, a indústria local deve ter muito que comemorar no seu dia. A propósito, a Associação Brasileira das Indústrias de Sorvete (Abis), festeja a produção de 900 milhões de litros de sorvete.
Em tempo: o brasileiro consome em média 4,7 litros anuais, menos de um terço do consumo per capita em alguns países nórdicos (e gelados), como a Dinamarca e a Finlândia. Segundo Eduardo Weisberg, presidente da Abis, a causa da diferença de consumo é cultural. “Os brasileiros acreditam que tomar sorvete no inverno faz mal, provoca gripes e resfriados”, diz.
PENSAMENTO ECONÔMICO
“Até aquele momento, eu era o garoto prodígio da política brasileira e, daquela data em diante, me transformaram no novo Collor”.
- Frase do ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, sobre sua experiência à frente do Ministério da Fazenda do governo Itamar Franco, que lançou o Plano Real. A declaração aconteceu durante evento de comemoração dos 200 anos do Ministério da Fazenda, em Brasília, no último dia 9.
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21/09/2008
10:26
SEU PAPEL É CONFUDIR, ENTÃO ESTAR NO CAMINHO CERTO.VEJAMOS:"NENHUMA DELAS INFORMOU QUE A BLIDAGEM TRINCOU."ATÉ AI VC VAI BEM, MAS EM SEGUIDA,"ISSO SÓ NÃO ACONTECEU GRAÇAS AO MERCADO INTERNO",RESUMO:VC ANDA VENDO DEMAIS MIRIAM LEITÃI.SE RECICLE, PASSE A LER OUTRAS FONTES.MAS CULPA NÃO É SUA, REALMENTE OS COMENTARISTAS VINCULADOS AO INSTITUTO FHC, MUITO BEM PAGOS POR SINAL, ESTÃO COM ESSA MISSÃO.1-)FALAR ATÉ O POVO(IDIOTA É CLARO)PERCEBER QUE É UMA CONTINUAÇÃO DA POLÍTICA ECONOMICA.2-)CONFUDIR,SOB TODOS OS ASPECTOS AS BOAS NOTÍCIAS.
henrique
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