Bolsa S/A
BOLSA S/A
Quem (sobre)viver verá!
Ana Criistina Cavalcante
30 Ago 2008 - 16h41min
Pensando em conseguir de uma só vez
todos os ovos de ouro que a galinha
poderia lhe dar, ele a matou e
a abriu apenas para descobrir
que não havia nada dentro dela."*
Os investidores no mercado de capitais, passam dias atribulados e imprevisíveis. Até aí, nada que não se espere desse nicho das finanças. São operações de risco. Quem aposta nelas, tem vivido os últimos meses sob a constante sensação provocada pela adrenalina. O friozinho na barriga vem todas as vezes em que se olha os indicadores financeiros. É uma verdadeira montanha-russa!
Para quem está habituado, não há problema. Aplicadores experientes sabem da natureza vulnerável da Bolsa. A grande questão são os novos investidores - aqueles que atenderam ao chamado de popularização do mercado de ações, comprando papéis com seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - o FGTS - ou investindo pequenas quantias em clubes ou fundos.
Os ex-poupadores da Caderneta que migraram para a Bolsa têm os nervos mais afetados, é certo. Para eles, vale uma dica prática: não acompanhem diariamente o Ibovespa - principal índice da Bolsa brasileira. Não se incomodem com os movimentos para baixo (ou para cima) dos papéis da Vale e da Petrobras - os carros-chefe do mercado nacional.
Bolsa é investimento de longo prazo. Só se ganha valorização segura e real em, no mínimo, cinco anos, dizem os especialistas. E mais: para quê ficar preocupado com esse sobe-e-desce, se não é possível resgatar as ações a não ser quando for retirar o FGTS?
Estes são tempos bem representativos de quanto o mercado acionário é instável. É preciso ter sangue frio em momentos de oscilação e paciência de Jó para esperar o momento do lucro. E essa, com certeza, não é uma missão fácil. Mas a história ensina: quem fingiu que não percebeu tanta turbulência viveu para ver o seu patrimônio prosperar.
*Frase do escritor grego, Esopo. Famoso por suas fábulas, viveu entre 620 e560 a.C.
Pensamento econômico
O Top 10 dos especialistas em Bolsa de Valores:
1) Compre ao som dos canhões e venda ao som dos violinos.
2) Lucro, mesmo que pequeno, não quebra ninguém.
3) A tendência é sua amiga.
4) Jamais especule usando um achômetro ou o Teorema de Chutágoras.
5) No mercado, o otimista perde muito e o pessimista ganha pouco. Seja
realista.
6) Ficar furioso com o mercado é pura tolice.
7) Mais importante que os preços é o timing.
8) Quando você está na ponta certa no mercado, duas forças trabalharão a seu favor: o noticiário e todos os que estão posicionados na ponta errada.
9) Quando você descobre o que não deve ser feito com o objetivo de não perder dinheiro, você começa a aprender o que fazer a fim de ganhar dinheiro.
10) O mercado tem razões que a própria razão desconhece.
Fonte: web
Economia Real
Vem o rei? Falta o convite...
O rei da Jordânia, Abdullah II (foto), chega ao Brasil no próximo dia 26 de outubro. Tem programação em São Paulo e Manaus. Mas o melhor não é o quê está confirmado e, sim, aquilo que ainda pode entrar na agenda do rei. O Ceará está disputando com outros três estados do Nordeste a terceira parada da comitiva real. Falta um convite oficial do governador Cid Gomes. Se tudo der certo nas articulações já em curso, o Ceará vai poder mostrar mais que sua hospitalidade. Será uma oportunidade ímpar para o rei e seus estrategistas econômicos conhecerem as possibilidades de acordos bilaterais entre o país do Oriente Médio e o nosso setor produtivo.
Os interesses jordanianos no Ceará estão focados em turismo, indústria (inclusive, as com problemas de caixa) e a construção civil. O diretor da Câmara Brasil Portugal e sócio-proprietário da Ceará Trade Brasil, Roberto Marinho, informou à Coluna que os projetos de reconstrução de parte da África e do Oriente Médio demandam o suporte de construtoras de fora e, aí, inserem-se as cearenses. Algumas construtoras locais já estão devidamente avisadas da oportunidade à vista. "Eles se destroem e se reconstroem. Dessa maneira, mantêm o mercado aquecido", analisa Marinho. Um emissário do rei já está em Santa Catarina para observa in loco quais os negócios possíveis entre Brasil e Jordânia.
de Lula para os contabilistas
O presidente Lula foi a figura central da abertura do 18º Congresso Brasileiro de Contabilidade (foto). O evento, realizado pelo Conselho Federal de Contabilidade com o apoio dos 27 Conselhos Estaduais de Contabilidade, aconteceu na cidade gaúcha de Gramado. No seu discurso, anunciou três medidas consideradas demandas importantes para o setor. São elas: a Convergência das Normas Internacionais de Contabilidade; a sonhadíssima inclusão dos escritórios contábeis no anexo 3 da Lei do Supersimples; e o anteprojeto de lei para atualizar a Lei de Regência da Contabilidade. Felizes tanto pelas medidas e quanto pela deferência do mandatário da Nação ao comparecer ao seu congresso, o CFC também comemora bons números como os 400 profissionais inscritos e os 65 mil escritórios de Contabilidade em todo o Brasil. "O evento superou todas as nossas expectativas. Vivemos momentos magníficos e, em especial, tivemos o prestígio da visita do presidente Lula.Temos consciência da importância da contabilidade para a economia e a visita do presidente foi pontual em todo esse processo", afirmou, orgulhosa, a presidente do CFC, Maria Clara Cavalcante Bugarim.
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