Bolsa S/A
BOLSA S/A
Ver para crer - Parte 2
Ana Cristna Cavalcante
23 Ago 2008 - 15h33min
CENÁRIO
São Tomé, orai e vigiai
a implantação da refinaria do Ceará.
Para que essa novela de tantos
capítulos termine e a
economia cearense possa enfiar
o pé no óleo.*
A prece livremente inspirada, de novo, na natureza cética de São Tomé seria desnecessária, não fosse o cearense escaldado de tantos protocolos de intenção, termos de compromisso, memorandos de entendimento. Para mencionar apenas a história dos últimos 10 anos, a autoridade política local vem penando para trazer o empreendimento para o Estado. Desde o anúncio da Renor (que nunca chegou a virar a Refinaria do Nordeste S/A), pelo então governador Tasso Jereissati, em 1999, já foram muitos "agora vai". Naquela ocasião, Jereissati e o presidente da Petrobras da época, Joel Rennó, também assinaram - adivinhem - um protocolo de intenções!
O que há de diferente no anúncio da última quarta-feira? A vinda do presidente da República? Não apenas isso. Lula esteve no Ceará, é verdade. Foi ao Pecém para a inauguração de outro projeto (a planta de regaseificação) e deu força ao discurso de Sérgio Gabrielli, atual boss da petrolífera brasileira. O que pode virar o jogo para o Estado, contudo, é a conjuntura. O Brasil é outro; descobriu mais reservas de petróleo que precisam ser exploradas e seu produto, é claro, tem que ser refinado.
São novos tempos. É o pré-sal o real motivo de toda esta movimentação em torno de novas refinarias. Fato concreto. Não se trata de articulação política. Existe uma necessidade real e premente que a Petrobras, como companhia de ponta que é, precisa atender. Diante desse contexto, será que São Tomé ainda precisa vigiar e orar? Bom... Até que o tempo responda, não vale a santa ajudinha. Mas só por via das dúvidas, não seria uma boa idéia pensar num novo modelo de desenvolvimento com menos óleo e mais educação?
* Prece criada pela colunista.
Pensamento Econômico
"Temos de mudar a tributação e aumentar os impostos das atividades que destroem a natureza."
Ou... "Poluiu, pagou!"
>> Frases de Lester Brown, fundador do Instituto Worldwatch, uma das mais respeitadas organizações internacionais com foco na pesquisa ambiental. Brown prega a penalização econômica para quem polui a Terra. "É a única linguagem compreendida por quem destrói a natureza", arremata.
Economia real
Arte, pizza e franquia
Os esmeros de Claudio Vignoli, na atividade de artista plástico e no gosto por reunir os amigos preparando um bom jantar ou almoço, deram o tom da primeira Pizza Vignoli, inaugurada em 2004. Com investimento inicial de R$ 15 mil, os resultados empresariais foram estratosféricos: no primeiro ano de funcionamento, a empresa expandiu 200% nas vendas. Na seqüência, foram 350% e 400% de alta. A receita do sucesso, revela Vignoli, é empenho no trabalho e a aposta nos diferenciais. A empresa cresceu rápido e, hoje, são dois restaurantes e um delivery. Como conseqüência, surgiram os pedidos de franquia e, atento ao mercado, pretende atuar em todas as capitais nordestinas até junho de 2009. Aos interessados: o investimento inicial da franquia Vignoli é de R$ 300 mil, o que significa valorização de 2.000% da marca, se comparado com o valor aplicado na primeira pizzaria. Outro empreendimento, na linha diversificação dos negócios: "Lançamos a marca própria de molhos caseiros e de castanha de caju. A empresa possui ainda uma loja de móveis, a Madeira Maciça, que vende móveis e objetos de decoração vindos das cidades históricas mineiras", relata o orgulhoso Cláudio Vignoli.
Multinacional no Cariri
E a Alcoa - gigante do segmento de alumínio - abriu sua segunda revenda no Ceará. A região escolhida é uma das mais importantes da economia local: o Cariri. Sobre a investida da companhia pelo sul do Estado, o executivo Paulo Ananias, comenta: " A filial do Cariri, mais especificamente em Juazeiro do Norte, é a primeira no Interior da Rede Alumínio e Companhia. Estamos confiantes no sucesso deste empreendimento porque apostamos no crescimento do Interior. Hoje, o crescimento do País começa nas cidades. O Cariri é muito promissor. A Alconort está estrategicamente fixada nesta região para atender à demanda do local". Ananias disse, ainda, à Coluna que estima expansão de 30% na participação da região, além de retorno do investimento nos primeiros três anos de atividade. "Temos planos de crescimento já para 2009, com a abertura de mais uma filial, além desta no Cariri e da matriz em Fortaleza", antecipou. Para a loja de Juazeiro, o investimento superou R$ 1 milhão. Em tempo: a Alcoa é líder mundial na produção e transformação do alumínio. Com 97 mil funcionários em 34 países, integra o Índice Dow Jones de Sustentabilidade.
São Tomé, orai e vigiai
a implantação da refinaria do Ceará.
Para que essa novela de tantos
capítulos termine e a
economia cearense possa enfiar
o pé no óleo.*
A prece livremente inspirada, de novo, na natureza cética de São Tomé seria desnecessária, não fosse o cearense escaldado de tantos protocolos de intenção, termos de compromisso, memorandos de entendimento. Para mencionar apenas a história dos últimos 10 anos, a autoridade política local vem penando para trazer o empreendimento para o Estado. Desde o anúncio da Renor (que nunca chegou a virar a Refinaria do Nordeste S/A), pelo então governador Tasso Jereissati, em 1999, já foram muitos "agora vai". Naquela ocasião, Jereissati e o presidente da Petrobras da época, Joel Rennó, também assinaram - adivinhem - um protocolo de intenções!
O que há de diferente no anúncio da última quarta-feira? A vinda do presidente da República? Não apenas isso. Lula esteve no Ceará, é verdade. Foi ao Pecém para a inauguração de outro projeto (a planta de regaseificação) e deu força ao discurso de Sérgio Gabrielli, atual boss da petrolífera brasileira. O que pode virar o jogo para o Estado, contudo, é a conjuntura. O Brasil é outro; descobriu mais reservas de petróleo que precisam ser exploradas e seu produto, é claro, tem que ser refinado.
São novos tempos. É o pré-sal o real motivo de toda esta movimentação em torno de novas refinarias. Fato concreto. Não se trata de articulação política. Existe uma necessidade real e premente que a Petrobras, como companhia de ponta que é, precisa atender. Diante desse contexto, será que São Tomé ainda precisa vigiar e orar? Bom... Até que o tempo responda, não vale a santa ajudinha. Mas só por via das dúvidas, não seria uma boa idéia pensar num novo modelo de desenvolvimento com menos óleo e mais educação?
* Prece criada pela colunista.
Pensamento Econômico
"Temos de mudar a tributação e aumentar os impostos das atividades que destroem a natureza."
Ou... "Poluiu, pagou!"
>> Frases de Lester Brown, fundador do Instituto Worldwatch, uma das mais respeitadas organizações internacionais com foco na pesquisa ambiental. Brown prega a penalização econômica para quem polui a Terra. "É a única linguagem compreendida por quem destrói a natureza", arremata.
Economia real
Arte, pizza e franquia
Os esmeros de Claudio Vignoli, na atividade de artista plástico e no gosto por reunir os amigos preparando um bom jantar ou almoço, deram o tom da primeira Pizza Vignoli, inaugurada em 2004. Com investimento inicial de R$ 15 mil, os resultados empresariais foram estratosféricos: no primeiro ano de funcionamento, a empresa expandiu 200% nas vendas. Na seqüência, foram 350% e 400% de alta. A receita do sucesso, revela Vignoli, é empenho no trabalho e a aposta nos diferenciais. A empresa cresceu rápido e, hoje, são dois restaurantes e um delivery. Como conseqüência, surgiram os pedidos de franquia e, atento ao mercado, pretende atuar em todas as capitais nordestinas até junho de 2009. Aos interessados: o investimento inicial da franquia Vignoli é de R$ 300 mil, o que significa valorização de 2.000% da marca, se comparado com o valor aplicado na primeira pizzaria. Outro empreendimento, na linha diversificação dos negócios: "Lançamos a marca própria de molhos caseiros e de castanha de caju. A empresa possui ainda uma loja de móveis, a Madeira Maciça, que vende móveis e objetos de decoração vindos das cidades históricas mineiras", relata o orgulhoso Cláudio Vignoli.
Multinacional no Cariri
E a Alcoa - gigante do segmento de alumínio - abriu sua segunda revenda no Ceará. A região escolhida é uma das mais importantes da economia local: o Cariri. Sobre a investida da companhia pelo sul do Estado, o executivo Paulo Ananias, comenta: " A filial do Cariri, mais especificamente em Juazeiro do Norte, é a primeira no Interior da Rede Alumínio e Companhia. Estamos confiantes no sucesso deste empreendimento porque apostamos no crescimento do Interior. Hoje, o crescimento do País começa nas cidades. O Cariri é muito promissor. A Alconort está estrategicamente fixada nesta região para atender à demanda do local". Ananias disse, ainda, à Coluna que estima expansão de 30% na participação da região, além de retorno do investimento nos primeiros três anos de atividade. "Temos planos de crescimento já para 2009, com a abertura de mais uma filial, além desta no Cariri e da matriz em Fortaleza", antecipou. Para a loja de Juazeiro, o investimento superou R$ 1 milhão. Em tempo: a Alcoa é líder mundial na produção e transformação do alumínio. Com 97 mil funcionários em 34 países, integra o Índice Dow Jones de Sustentabilidade.
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