Bolsa S/A
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O império dos ricos, famosos e quase impunes
Ana Cristina Cavalcante
12 Jul 2008 - 15h04min
CENARIO
"Até quando esperar,
a plebe ajoelhar,
esperando a ajuda
do divino Deus"
A linha da História tem precisão matemática: todos os impérios caem, imediatamente depois de atingirem seus ápices. Foi assim com gregos, persas, romanos, otomanos... Será com os norte-americanos, projetam alguns analistas econômicos. Os acontecimentos da última semana levam o brasileiro a questionar se também tombarão reinos como Opportunity e MPX.
Todos vimos, pelas lentes da TV e nas páginas dos jornais, imperadores algemados, montanhas de dinheiro e muita polêmica sobre a exposição que tiveram na mídia. Mas não é esse o mesmo canal que deu visibilidade aos desempenhos espetaculares que seus negócios já registraram num passado nada distante?!
Perguntas com respostas difíceis à parte, a lição que se tira dos últimos e tumultuados dias é que cedo ou tarde a casa cai. Mas o que isso significa, na prática? Muito constrangimento e pouca reparação concreta. Senão vejamos. A ação da Polícia Federal pára na prisão dos suspeitos. A recuperação dos ativos indevidamente retirados do País ou dos milhares de reais (quem sabe dólares) pagos em propina não são devolvidos a quem de direito.
Embora pareça à primeira vista, estes impérios não caem. No máximo, mudam-se, em espécie, para paraísos fiscais. Aqui está uma contradição ao rumo que a História dá aos domínios que se erguem. Aos cidadãos comuns que formam a plebe, resta engolir seco mais uma das injustiças a que são submetidos todos os dias que delimitam a evolução (?) humana.
*Trecho da música "Até quando esperar", da Plebe Rude, grupo de rock de Brasília.
Pensamento Econômico
"Capitalismo é todo mundo devendo a todo mundo!"
Definição de Humphrey Bogart sobre capitalismo, ator de clássicos como CasaBlanca, Sabrina e o Tesouro de Sierra Madre
Economia real
Bric garantido
O Bric - grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China - tem condições de passar pela turbulência internacional, com inflação em alta e ciclos de apertos monetários, mantendo as economias em expansão. De acordo com as projeções da agência classificadora de risco Fitch Ratings, os países que compõem o BRIC apresentarão, em 2009, taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,1%, 6,7%, 8,5% e 10%, de acordo com a sigla; e em 2010, de 4,3%, 6,0%, 8,7% e 10%, respectivamente. Para o consultor do Núcleo de Negócios Internacionais da Trevisan Consultoria e professor da Trevisan Escola de Negócios, Pedro Raffy Vartanian, a inflação mais elevada no Bric, porém, pode resultar em convergência na taxa de crescimento do Brasil, Rússia, Índia e China. "Entre os quatro, o Brasil tem a menor taxa de expansão do PIB, mas também é o país que apresenta melhor controle da inflação. Os outros terão de fazer um ajuste mais forte", comenta.
Em tempo de Lei Seca... cerveja!
O consumo de cervejas artesanais no Brasil cresce a cada dia. A explicação para o efeito está na qualidade da produção. Mas não nas linhas de montagem das grandes indústrias do setor. É nas microcervejarias, que o mercado avança. "É de deixar qualquer um boquiaberto: consumidores que apreciam cervejas de qualidade têm hoje no País, uma gama de opções de artesanais", afirma Edu Passarelli (foto), cervejólogo e editor do site www.edurecomenda.com.br. O cervejeiro ainda ressalta: "As microcervejarias artesanais buscam resgatar a cultura cervejeira, e, portanto, oferecem produtos com maior sabor e aromas porque utilizam matéria prima de maior qualidade".
Segundo Passarelli, as cervejas artesanais raramente se utilizam de milho ou arroz em sua composição (que são cereais que não agregam sabor, apenas reduzem os custos), ingredientes usados no processo de fabricação das grandes cervejarias. "O brasileiro está aprendendo a beber cervejas artesanais de ótima qualidade e conseqüentemente passa também a se interessar pelos métodos de fabricação dessas cervejas", reforça, sem medo das gigantes. A propósito, alguns nomes, caso alguém queira experimentar: Bamberg, microcervejaria da paulista Votorantim que fabrica München, Bock, Weizen, Pilsen e a Alt; e Abadessa, de Pareci Novo, Rio Grande do Sul.
Agora ou nunca
É Marcio Pochmann quem diz: "O Brasil está diante de uma oportunidade inédita de crescimento". No mais puro estilo "agora ou nunca", o presidente do Ipea (principal órgão de planejamento econômico do Governo federal) é enfático ao elevar o desenvolvimento regional como peça-chave desse processo. Segundo Pochmann, caso saiba aproveitar sua chance, o País pode melhorar seus níveis de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), assim como a inserção brasileira no cenário mundial. Ele estará em Fortaleza para o Fórum BNB de Desenvolvimento - XIII Encontro Regional de Economia, que acontece nas próximas quinta e sexta-feiras, no Centro Administrativo do BNB, no Passaré.
"Até quando esperar,
a plebe ajoelhar,
esperando a ajuda
do divino Deus"
A linha da História tem precisão matemática: todos os impérios caem, imediatamente depois de atingirem seus ápices. Foi assim com gregos, persas, romanos, otomanos... Será com os norte-americanos, projetam alguns analistas econômicos. Os acontecimentos da última semana levam o brasileiro a questionar se também tombarão reinos como Opportunity e MPX.
Todos vimos, pelas lentes da TV e nas páginas dos jornais, imperadores algemados, montanhas de dinheiro e muita polêmica sobre a exposição que tiveram na mídia. Mas não é esse o mesmo canal que deu visibilidade aos desempenhos espetaculares que seus negócios já registraram num passado nada distante?!
Perguntas com respostas difíceis à parte, a lição que se tira dos últimos e tumultuados dias é que cedo ou tarde a casa cai. Mas o que isso significa, na prática? Muito constrangimento e pouca reparação concreta. Senão vejamos. A ação da Polícia Federal pára na prisão dos suspeitos. A recuperação dos ativos indevidamente retirados do País ou dos milhares de reais (quem sabe dólares) pagos em propina não são devolvidos a quem de direito.
Embora pareça à primeira vista, estes impérios não caem. No máximo, mudam-se, em espécie, para paraísos fiscais. Aqui está uma contradição ao rumo que a História dá aos domínios que se erguem. Aos cidadãos comuns que formam a plebe, resta engolir seco mais uma das injustiças a que são submetidos todos os dias que delimitam a evolução (?) humana.
*Trecho da música "Até quando esperar", da Plebe Rude, grupo de rock de Brasília.
Pensamento Econômico
"Capitalismo é todo mundo devendo a todo mundo!"
Definição de Humphrey Bogart sobre capitalismo, ator de clássicos como CasaBlanca, Sabrina e o Tesouro de Sierra Madre
Economia real
Bric garantido
O Bric - grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China - tem condições de passar pela turbulência internacional, com inflação em alta e ciclos de apertos monetários, mantendo as economias em expansão. De acordo com as projeções da agência classificadora de risco Fitch Ratings, os países que compõem o BRIC apresentarão, em 2009, taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,1%, 6,7%, 8,5% e 10%, de acordo com a sigla; e em 2010, de 4,3%, 6,0%, 8,7% e 10%, respectivamente. Para o consultor do Núcleo de Negócios Internacionais da Trevisan Consultoria e professor da Trevisan Escola de Negócios, Pedro Raffy Vartanian, a inflação mais elevada no Bric, porém, pode resultar em convergência na taxa de crescimento do Brasil, Rússia, Índia e China. "Entre os quatro, o Brasil tem a menor taxa de expansão do PIB, mas também é o país que apresenta melhor controle da inflação. Os outros terão de fazer um ajuste mais forte", comenta.
Em tempo de Lei Seca... cerveja!
O consumo de cervejas artesanais no Brasil cresce a cada dia. A explicação para o efeito está na qualidade da produção. Mas não nas linhas de montagem das grandes indústrias do setor. É nas microcervejarias, que o mercado avança. "É de deixar qualquer um boquiaberto: consumidores que apreciam cervejas de qualidade têm hoje no País, uma gama de opções de artesanais", afirma Edu Passarelli (foto), cervejólogo e editor do site www.edurecomenda.com.br. O cervejeiro ainda ressalta: "As microcervejarias artesanais buscam resgatar a cultura cervejeira, e, portanto, oferecem produtos com maior sabor e aromas porque utilizam matéria prima de maior qualidade".
Segundo Passarelli, as cervejas artesanais raramente se utilizam de milho ou arroz em sua composição (que são cereais que não agregam sabor, apenas reduzem os custos), ingredientes usados no processo de fabricação das grandes cervejarias. "O brasileiro está aprendendo a beber cervejas artesanais de ótima qualidade e conseqüentemente passa também a se interessar pelos métodos de fabricação dessas cervejas", reforça, sem medo das gigantes. A propósito, alguns nomes, caso alguém queira experimentar: Bamberg, microcervejaria da paulista Votorantim que fabrica München, Bock, Weizen, Pilsen e a Alt; e Abadessa, de Pareci Novo, Rio Grande do Sul.
Agora ou nunca
É Marcio Pochmann quem diz: "O Brasil está diante de uma oportunidade inédita de crescimento". No mais puro estilo "agora ou nunca", o presidente do Ipea (principal órgão de planejamento econômico do Governo federal) é enfático ao elevar o desenvolvimento regional como peça-chave desse processo. Segundo Pochmann, caso saiba aproveitar sua chance, o País pode melhorar seus níveis de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), assim como a inserção brasileira no cenário mundial. Ele estará em Fortaleza para o Fórum BNB de Desenvolvimento - XIII Encontro Regional de Economia, que acontece nas próximas quinta e sexta-feiras, no Centro Administrativo do BNB, no Passaré.
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