Jorge Cals
19/07/2008 00:17

Com a publicação de nossa última coluna, recebemos várias reclamações, pessoais e por telefone, de que não tínhamos fornecido dados suficientes para a identificação do restaurante que estava sendo criticado, deixando os leitores e leitoras sem esta informação. Mas, em ocasiões passadas, quando aconteceram situações idênticas, já havia explicado nesta coluna a minha forma de raciocinar em relação às críticas que faço às nossas casas de pasto. Na verdade, é muito simples.
No caso de críticas negativas, quando menciono a forma de elaboração ou de apresentação de um determinado prato com o qual tive uma experiência não muito agradável, normalmente omito a identificação do restaurante, principalmente quando percebo que os chefs e administradores da casa têm condições e apresentam boa vontade de acertar, oferecendo o melhor a seus clientes. Informo poucos dados, de tal maneira que apenas o pessoal da casa possa identificar seu próprio restaurante, para que, caso se disponham, procedam às necessárias e benfazejas correções.
Ao contrário, no caso de críticas positivas, justamente elogiosas, quer sejam aos pratos, ao serviço ou às instalações, faço questão de divulgar o nome do estabelecimento, pois não quero privar meus leitores e leitoras de usufruírem de bons momentos à mesa.
Desta forma, julgo estar agindo corretamente, tanto para com meus leitores e leitoras como para com os empresários da restauração, promovendo um impulso para a melhoria geral da nossa gastronomia. E, como na vida tudo pode ser uma questão de ponto de vista, espero que vocês concordem com o meu.
Neste contexto, o que me deixa mais entusiasmado com a gastronomia praticada por profissionais em Fortaleza, alienígenas ou autóctones, é a grande quantidade de novos restaurantes que têm aparecido no mercado local, alguns com todos os predicados para se supor que sejam, efetivamente, boas casas de pasto. Infelizmente, fui acometido de um mal que me forçou a ser submetido a uma cirurgia de grande porte, que até agora ainda me deixa um pouco privado dos prazeres da mesa. Por isso passei um tempo sem poder freqüentar restaurantes, o que me deixou desatualizado quanto às novas casas. Mas, aos poucos, estou voltando a participar de atividades que caracterizam uma boa mesa, inclusive freqüentando restaurantes para boas bebidas e boas comidas.
Entre estes novos restaurantes, poderia citar o L’Ô — que tem um nome bastante diferente, localizado na Praia de Iracema perto do Dragão do Mar e que, pelo que já ouvi, promete ser uma boa casa de pasto; o Fagulha, especializado em carnes, localizado na Santos Dumont já próximo à Praia do Futuro; o Camarões situado na Beira Mar, cujo nome sugere uma especialização muito saborosa; e há ainda o Piaf que fica na Rua Silva Jatahy, vizinho ao restaurante La France. E outros, sobre os quais depois direi algo, observando os critérios descritos acima.
Há também os que mudaram de endereço e com isso motivaram-se a adotar novas propostas de trabalho, como é o caso do Cantina do Collegio, antes situado à Desembargador Moreira e hoje na esquina das ruas Visconde de Mauá e Silva Jatahy, com novo visual, mais aconchegante, e novo serviço; o L’Assiette que ficava na Visconde de Mauá e atualmente está localizado à Rua Frederico Borges, na Varjota, com uma nova oferta de cozinha francesa.
Desejo aos leitores e leitoras da coluna um bom fim-de-semana, completo com bons restaurantes, tradicionais, novos ou reformados, tudo em muito boa companhia e regado a bons vinhos. Saúde!!! Saudações vínicas.