Alimento & Saúde
Botulismo (Parte II)
Professor Cláudio Lima
15 Nov 2008 - 14h34min
Essas toxinas são o veneno mais potente que se conhece e podem danificar gravemente os músculos e provocar lesões nervosas, sendo por isso chamadas de neurotoxinas.
A bactéria C. botulinum forma esporos. Esses podem permanecer em estado latente durante muitos anos e são muito resistentes à destruição.
Em condições ideais (meio anaeróbico, pH básico e baixa concentração de sal e açúcar), os esporos dão origem às bactérias que produzem a toxina. As toxinas produzidas resistem à destruição por parte das enzimas protetoras do intestino humano.
Já os esporos do C. botulinum são frequentemente ingeridos e excretados pelos seres humanos sem causarem nenhum dano à saúde. As exceções são o botulismo infantil e o botulismo infeccioso dos adultos.
Sintomas
Geralmente começa com constipação, mas, às vezes, vômitos e diarréia. Debilidade, vertigem, alterações da visão (visão turva, dupla, fotofobia), alterações na voz (rouquidão, afonia), distúrbios na deglutição, pálpebras flácidas, flacidez muscular generalizada, dificuldade de movimentos, podendo provocar dificuldades respiratórias e problemas cardiovasculares, levando à morte por parada cárdio-respiratória.
Período de incubação
Varia de 12 horas até oito dias. Em média dura de 18 a 36 horas. Essa variação depende do tipo e quantidade da toxina, bem como das características orgânicas do próprio indivíduo.
Alimentos Envolvidos
O termo botulismo vem da palavra latina “botulus” que significa salsicha, devido a salsichas de origem caseira que propiciaram a primeira descrição da doença na Europa (Alemanha - século XVIII).
Os alimentos mais frequentemente envolvidos são: produtos embutidos (salsichas, salames, presuntos e patês), fermentados, enlatados, carnes curadas, vegetais em conserva (palmito, aspargos, cogumelos, milho, vagens, figos, azeitonas e ervilhas) e outros, especialmente acondicionados em embalagens a vácuo, sem oxigênio, sem o tratamento devido, que favorecem o desenvolvimento da bactéria e assim, a produção da toxina.
Cláudio Lima é engenheiro de alimentos do Instituto Centec, especialista em alimentos e saúde pública, mestre em tecnologia de alimentos, autor de três livros na área de higiene e qualidade de alimentos. claudiolima@opovo.com.br
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20/11/2008
21:17
Obrigado a todos pela participação.A opinião de vocês é muito importante para a qualidade e direcionamento dos trabalhos. Acessem também o blog www.professorclaudiolima.blogspot.com e saiba de mais novidades. Grande abraço a todos e todas
prof Cláudio Lima
20/11/2008
11:04
Botulismo ainda não era de meu conhecimento,ficarei mais esperta agora....
Ana Kelly
20/11/2008
11:00
Achei muito importante o assunto, pois ainda não tinha conhecimento desta doença!!! Agora vou tomar certos cuidados com certos alimentos!
Ingrid Carolina
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