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Os bastidores da equipe de apoio

Armando Bispo


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18/03/2008 00:38


Na primeira corrida de Fórmula 1 do ano, o destaque brasileiro teria sido o piloto Rubens Barrichello, não fora o erro de estratégia cometido pela equipe Honda que chamou o piloto aos boxes, quando o safety car ainda estava na pista, somado ao abastecimento proibido pelo regulamento naquelas circunstâncias.

Por outro lado, podemos destacar o perfeito trabalho da equipe McLaren e outras que deram grande suporte aos pilotos vencedores. Exemplos clássicos da importância da equipe de apoio numa competição. Assim também é no rali, seja de velocidade, cross-country ou regularidade.

O trabalho da equipe de apoio, independentemente do seu tamanho e estrutura, começa dias ou meses antes da competição. A falta de planejamento e o improviso são inimigos do sucesso nas pistas. Ninguém ganha por acaso... ninguém pode contar com o indefinido fator "sorte", como disse o famoso Tiger Woods, recordista de vitórias no golfe mundial: "Tenho sorte, porque treino muito".

A equipe de apoio traça uma estratégia de trabalho e cumpre as metas em cada etapa da preparação. Quantos carros a equipe dará suporte, quantos mecânicos e auxiliares, qual a quantidade de ferramentas, por exemplo: se a equipe apoiará 4 carros, não pode levar apenas 1 macaco hidráulico ou apenas 4 preguiças (suportes para manter os carros levantados).

O orçamento prévio é sempre determinado pelo número de carros e pelo número de pessoas na equipe. Quantos dias de competição, quanto de combustível, quantos pernoites, quanto de alimentação, enfim, o rateio das despesas, o preço a ser cobrado de cada competidor e os riscos do prejuízo não admitem improvisação ou "chute". Aliás, fator pouco compreendido por aqueles que decidem deixar a decisão de competir para a última semana, ou para os últimos dias.

O tipo, a marca e o ano do carro, são fatores determinantes para a previsão de reposição de peças fundamentais para o funcionamento do carro em caso de manutenção. Pois, além da manutenção preventiva feita antes e durante a competição, não raro, peças vitais precisam ser trocadas, a exemplo de um pequeno furo no radiador, ou de uma simples mangueira de arrefecimento que pode causar a perda não só da água... mas, do motor inteiro.

A exemplo do que temos experimentado na Equipe Evolution Racing Team, antecipar o problema, avisar o piloto, consertar sem o famoso "jeitinho" ou "quebra-galho", optar pelas peças originais, ou utilizar aquelas que no mercado alternativo são comprovada e rigorosamente testadas, são procedimentos que garantem ao piloto e navegador um carro confiável e livre dos percalços da improvisação e do quebra-galho.


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