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CAPA
Empresas amigas
Empreendimentos que se mostram muito bacanas não só nas prateleiras dos supermercados ou na oferta de serviços, mas também fora delas. E sabia que muitas se preocupam exatamente com crianças como você? O número de crianças beneficiadas só tem crescido. O que você acha de conhecermos algumas delas?
24 Fev 2007 - 14h45min
Mas, felizmente, alguns empresários brasileiros já têm a consciência de que preservar a natureza e ajudar de alguma forma a sociedade a crescer é muito importante para termos um mundo mais bonito e desenvolvido, com mais justiça e igualdade. É isso que chamamos de Responsabilidade Social. Empreendimentos que se mostram muito bacanas não só nas prateleiras dos supermercados ou na oferta de serviços, mas também fora delas. E sabia que muitas se preocupam exatamente com crianças como você? O número de crianças beneficiadas só tem crescido. O que você acha de conhecermos algumas delas? Exatamente! Conhecer a realidade de crianças que se tornaram mais felizes a partir da iniciativa de firmas amigonas do planeta! Afinal, elas entendem que ajudando as pessoas, ajudam também o mundo e que cada um de nós precisa colaborar um pouquinho para termos grandes resultados.
Cuidando dos dentes
Alice dos Santos Melgaço, 11 anos, é cliente assídua há 5 anos do Projeto Social "Dente que te quero dente", que existe desde 2000, financiado pela EIM Instalações Industriais. Ela é uma das 150 crianças carentes beneficiadas com os serviços gratuitos do consultório odontológico montado pela empresa para atender alguns bairros de risco em Fortaleza, como Pantanal, Lagoa Redonda, Jangurussu e Alagadiço Novo: "Aqui é muito bom, as doutoras são legais. A gente participa de várias palestras que nos explicam como cuidar melhor dos nossos dentes. Eu participo de todas porque é de graça".
Música e teatro
Dentro do Projeto existem também a Biblioteca da Comunidade, com livros doados pelos próprios funcionários, e o Coral Canta Criança. Denis de Castro Aires, de 12 anos, participa há seis anos de várias atividades e nos explica melhor a alegria de fazer parte do Projeto: "Aqui a gente não fica na rua sem fazer nada. Eu jogo bola... Fui até campeão. Às vezes eu levo carão porque sou muito danado, mas não fico com raiva. Também ensaiamos uma dança e fazemos peças (de teatro). Ah, aprendi a tocar teclado... Até já nos apresentamos no Teatro José de Alencar (risos) e ganhamos um Prêmio do SESI. É legal. Eu gosto muito daqui".
Mestre de capoeira
A alegria e a empolgação também são verificadas na Fundação Assistencial Ana Amélia, que tem como principal mantenedora a empresa TBM (Têxtil Bezerra de Menezes). Lá, os pequenos possuem à disposição consultório odontológico, oftalmológico, reforço escolar, alimentação, sessões de escovação para aprenderem a cuidar dos dentes, aulas de dança, música, e diversas oficinas, como capoeira e bijuterias. Boa parte das 160 crianças atendidas, das comunidades Rosalina e Riacho Doce, conhecem de perto realidades desagradáveis, como a violência, e, mesmo tão pequenas, vibram com a oportunidade que estão tendo: " Antes eu ficava só andando de bicicleta no meio da rua, aprendendo coisas ruins. Agora, eu faço meus deveres do colégio aqui, tomo banho de piscina com meus colegas, jogo futebol e faço capoeira. Até já sei o que eu quero ser quando crescer: mestre de capoeira", confessa Tiago Matos da Silva, 11 anos.
Regente de coral
A Fundação Raimundo Fagner também abraça essa causa. E tendo a ajuda de parceiros como Agripec e Café Santa Clara, elas oferecem às comunidades do Parque Itamaraty e Messejana chances únicas de desenvolvimento e apoio à criança e ao adolescente, melhorando sua auto-estima e resgatando sua confiança na vida. Milena Lima de Souza, 11 anos, é uma das 150 crianças atendidas em Fortaleza, e compreende a importância de fazer parte da Fundação: "É um lugar muito especial. Queria muito entrar. Tinha medo de não conseguir. Aqui você aprende a lidar com as outras pessoas, a respeitar, a trabalhar em grupo. A parte que eu mais gosto é o coral. E já tenho certeza do que eu quero ser quando crescer: Regente de Coral...
Pequena Julieta
Na Fundação, elas têm direito à informática, reforço escolar, piscina, quadra, aulas de música e arte. Bom, pelo menos na arte Jéssica da Silva Melo, 8 anos, já tem fortes emoções para contar. Ela viveu a Julieta ainda menina na peça Romeu e Julieta, de Shakespeare, encenada pelo grupo inteiro e apresentada no Teatro José de Alencar no final do ano passado: "Gostei demais. É tanto nervosismo que gente acha que não vai conseguir, mas dá tudo certo. Antes eu vivia na rua, aqui aprendemos inglês e fui até atriz. É legal!
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