11/10/2008 21:22

Duas vezes por semana, um grupo de 15 alunos tem aula marcada com os estudantes de Educação Física da Universidade Federal do Ceará (UFC). Eles foram selecionados depois de uma avaliação física. "Medimos o IMC (Índice de Massa Corporal) e verificamos o sobrepeso com a ajuda das professoras", diz Cleilton Holanda, um dos membros do grupo de pesquisa que estuda os benefícios da prática de atividade física orientada e da reeducação alimentar em crianças com excesso de peso.
Durante cerca de uma hora, as crianças se mexem percorrendo circuitos montados pelos educadores físicos. Uma hora correm de um balde para outro carregando bolas coloridas, depois usam o bambolê, a bola, numa seqüência dinâmica e intensa de exercícios. "Eu gosto porque tem brincadeira. A gente se diverte", diz uma das alunas. Aos 9 anos ela participa do grupo e tenta mudar os hábitos em casa. "Ela sempre teve tendência a engordar e nessa fase era chegar do colégio e ir pra frente da TV com um pacote de biscoito. Agora ela está se controlando", diz a mãe.
Além dos exercícios, as crianças têm aulas com uma nutricionista uma vez por semana. Aprendem a se alimentar direito e entendem as vantagens e desvantagens dos salgadinhos da cantina. "Meu pai faz salada de fruta todo dia pra mim agora. Dá vontade de criar o hábito, mas é é difícil ver todo mundo comendo pizza e salgado e você comendo cream cracker", diz o menino de 8 anos. Por isso, o projeto quer mudar as opções da cantina do colégio. "Esse é o próximo passo. Aproximar a nutricionista do pessoal da cantina", diz Cleilton.
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