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Ciência e Saúde

CT para doenças cardíacas


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11/10/2008 21:22


O Estudo Multicêntrico Randomizado de Terapia Celular em Cardiopatias, uma das mais significativas pesquisas clínicas do mundo para combater doenças cardíacas usando tratamento com células-tronco, deve apresentar os primeiros resultados em dezembro. Detalhes do estudo foram apresentados pelo coordenador de Ensino e Pesquisa em Cardiopatias do Ministério da Saúde e de Ensino e Pesquisa do Instituto Nacional de Cardiologia Laranjeiras, Antonio Carlos Campos Carvalho, no 3º Simpósio Internacional de Terapia Celular, realizado na última semana, em Curitiba.

O estudo vem sendo realizado pelo Ministério da Saúde desde junho de 2005 e, segundo o coordenador da pesquisa, estão envolvidos quatro diferentes tipos de doenças cardíacas: doença de Chagas, isquemia crônica, infarto e o "inchaço do coração" (a chamada cardiomiopatia dilatada). Ele explicou que participam 40 centros médicos espalhados pelo País e que o governo investiu R$ 13 milhões no projeto. "São 1,2 mil pacientes voluntários recrutados para toda a pesquisa, cerca de 450 estão sendo acompanhados. Os resultados referentes à doença de chagas serão divulgados em dezembro e, até o final de 2009, teremos concluído todo o trabalho", informou.

De acordo com ele, caso os resultados sejam positivos, calcula-se que o Sistema Único de Saúde (SUS) poderá economizar até R$ 500 milhões por ano com procedimentos na área cardíaca. "Todos os anos, só no Brasil, são registrados 240 mil novos casos de doenças cardíacas e 50% dos pacientes morrem num prazo de cinco anos", disse o cardiologista Paulo Brofman, que coordena o simpósio. Segundo ele, o tratamento não vai evitar os transplantes, que no Brasil são realizados apenas 180 por ano, mas vai retardar a evolução da doença e melhorar as condições de vida de muitos pacientes", observou.

Brofman estima que, se a terapia funcionar, poderão ser salvas proporcionalmente aos que morrem, pelo menos 70 mil pessoas. Ele ressalta que uma grande vantagem da terapia celular autóloga é evitar a rejeição imunológica, pois a substância transplantada é do próprio paciente. "O material é retirado do tutano do osso".

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