27/09/2008 18:49

Raimundo Matos Veloso, 47, diz que sua vida pode ser dividida em antes e depois do transplante. Ele passou nove anos fazendo sessões de diálise três vezes por semana, durante quatro horas por dia. "A gente não pode trabalhar, não consegue se alimentar direito e o tratamento é terrível." A doença foi em decorrência da pressão alta que comprometeu os rins. Por causa da insuficiência renal, ele deixou a cidade onde morava, Manaus, para entrar na fila de transplante em Fortaleza. Foram cinco meses de espera até receber a boa notícia. "Tinha chegado a minha vez, um rim novo pra mim." A recuperação é lenta, a medicação contra a rejeição é para sempre, mas Raimundo observa que já valeu a pena. "É uma graça não precisar mais da máquina. Agora, posso viver, estou livre, já tenho lazer com a minha família."
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