28/06/2008 13:59
O tratamento medicamentoso minimiza os sintomas da síndrome de abstinência. Conforme o pneumologista Ricardo Meireles, técnico da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (Inca), existem duas classes de medicamentos: nicotínicos e não-nicotínicos.
A primeira é também chamado de terapia de reposição de nicotina, por meio do uso de adesivos ou goma de mascar. "Oferta nicotina, numa concentração menor que a do cigarro, sem monóxido de carbono, alcatrão e tantas outras substâncias. Ensina o cérebro a viver sem a droga, reduzindo gradualmente a quantidade de nicotina no cérebro", define Meireles.
Segundo ele, a segunda classe inclui a bupropiona, medicamento anti-depressivo que diminui a vontade de fumar, e a vareniclina, remédio lançado há pouco tempo que atua no sistema receptor de nicotina.
De acordo com o pneumologista Jonathas Reichert, coordenador da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), estima-se que, no mundo inteiro, apenas 5% dos fumantes conseguem parar de fumar sozinhos, sem auxílio ou orientação médica. O paciente precisa ser avaliado e, assim, o profissional orienta sobre o melhor método.
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