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Icapuí

Objeto misterioso encontrado no mar

Um equipamento encontrado na praia do Icapuí está atraindo curiosos ao local. O objeto foi achado no mar por um pescador. Procuradas por O POVO, nem a Aeronáutica nem a Marinha souberam identificar o que é o artefato ou qual é a origem dele

Daniela Nogueira
da Redação

13 Jan 2009 - 00h03min

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O equipamento foi achado em alto-mar na praia de Barreira, em Icapuí, por um pescador. Ele o rebocou até a praia (Foto: MARCELO BARRETO BRASIL/ESPECIAL PARA O POVO)
Um míssil, um miniavião, um submarino pequeno? Ninguém sabe direito o que é nem como foi parar lá. Mas o equipamento foi achado na praia de Barreira, em Icapuí, a 202 quilômetros de Fortaleza. Quem conta a história é o pescador José Evaristo, que estava em alto-mar quando encontrou o objeto de quase três metros de comprimento.

Curioso, amarrou o equipamento em uma corda e o rebocou até a costa. Comunicou à prefeitura, acionou a colônia de pescadores e chamou até a polícia, segundo ele. Muita gente foi conferir e fotografar, mas o objeto continua lá, em frente à casa do pescador, desde o dia 24 de dezembro do ano passado.

José Evaristo diz que estava a cerca de 18 milhas da costa de Icapuí. “Um diz uma coisa. Outro diz outra. Mas não tenho certeza se é um avião com controle remoto, um lançador de míssil. Só sei que encontrei no mar e nunca tinha visto. É diferente”, descreve ele.

O objeto não-identificado também chamou a atenção do corretor de seguros Marcelo Barreto Brasil, que estava em Icapuí a passeio. “Foi o maior assombro na cidade. Estava cheio de gente em frente à casa do pescador. Era o maior zunzunzum. Uns diziam que era submarino. Outros, que era um avião”, comenta Marcelo.

Também curioso, ele registrou as fotos e observou com mais atenção o objeto. Composto por partes metálicas, parecia “relativamente novo”, sem muito desgaste. Ele arrisca até outra parte da composição: “Pelo o que eu vi, é feito de fibra de carbono, material parecido com os carros de Fórmula 1”.

Marcelo Brasil diz que pesquisou na Internet informações sobre o equipamento, usando inscrições que ele percebeu na fuselagem. Descobriu que é de um “fabricante franco-alemão de armas”, mas não sabe como ele foi parar ali, no litoral cearense.

De acordo com o corretor de seguros, na cidade chegaram até a supor que o equipamento poderia ter sido usado nos ataques a Israel, durante o conflito na Faixa de Gaza. Mas a hipótese não tem fundamento, já que o bombardeio no confronto entre israelenses e o movimento islâmico começou no dia 27 do mês passado, dias depois de o objeto ter sido encontrado.

A polícia de Icapuí foi até o local. O sargento Franco José Lima e o cabo Valmir Rodrigues viram de perto o motivo de tanto espanto. “É como se fosse um avião. Todo fechado, preto, com as pontas das asas de cor laranja. Tem um prefixo anotado”, detalha o sargento Lima.

Segundo ele, um tenente da Aeronáutica havia telefonado para a delegacia de Icapuí, garantindo que iriam buscar o artefato em breve. “Até agora, nada”, lamenta o sargento, acrescentando que o equipamento deveria ter sido levado até a delegacia, mas não havia transporte que o coubesse. A Aeronáutica nega que tenha entrado em contato com a delegacia.


E-Mais

Fortaleza foi uma das sedes da Operação Cruzeiro do Sul (Cruzex) IV, o maior exercício militar aéreo da América Latima.

A simulação é de uma guerra no ar e ocorreu em novembro.

Cerca de 2,4 mil militares (1,8 mil brasileiros e 600 estrangeiros) participaram.

Os “conflitos” foram travados nos céus do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

Além do Brasil, as forças da coalizão internacional incluíram os países: Chile, França, Venezuela e Uruguai.

Rasgaram o céu de Fortaleza os caças F-5 e AM-X; o cargueiro KC-130 e os helicópteros H-1H.


FONTE: Banco de Dados do O POVO

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