29/08/2008 00:08
O diretor-geral do Instituto de Pesquisa e Estratégica Econômica do Ceará (Ipece), Marcos Holanda, faz ressalvas à metodologia utilizada no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Ele explica que a renda dos municípios mais pobres, com custo de vida menores, não pode ser comparada com municípios maiores. A análise exclusiva de empregos formais, de acordo com Holanda, leva locais menos industrializados para baixo do ranking, mas nem sempre reflete a realidade da economia, que pode ser impulsionada pelo mercado formal. "A formalização é algo desejado, mas pode sinalizar situações piores do que realmente são", completa Holanda.
O Ipece, ligado ao Governo do Estado, possui o Índice de Desenvolvimento Municipal (IDM) que avalia 30 indicadores divididos em quatro classes, que levam em conta aspectos sociais, infra-estrutura de apoio, demográficos e econômicos e fisiográficos, como tipo de solo. No quadro do IDM de 2006, por exemplo, Fortaleza está em primeiro lugar, com IDM 89,56. Enquanto Granjeiro possui um IDM 19,56, avaliado pelo Ipece na 146ª posição. Parambu, na lista do Ipece, fica no 157º lugar, com um IDM avaliado em 18,29. O pior município avaliado é Aiuaba, que ocupa a última posição e IDM de 6,87. Aiuaba (508 quilômetros da Capital), na avaliação do Firjan, fica na 178ª posição. "Procuramos em nossa metodologia classificar outros indicadores", defende Holanda.
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