29/08/2008 00:08
O dado mais significativo para a elevação dos índices do Ceará está na área de educação, que cresceu 27,54% no período, saindo de um patamar de 0,5032 em 2000, para 0,6418 cinco anos depois. O número foi superior à média nacional na área, que registrou acréscimo de 17,01%. O índice de 0,6418 ainda é considerado moderado na análise de dados do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), mas a expectativa é melhorar com alguns projetos na área.
Um deles é o programa Alfabetização na Idade Certa, da Secretaria da Educação do Ceará (Seduc). De acordo com Márcia Campos, coordenadora de cooperação dos municípios da secretaria, a meta é alfabetizar todas as crianças até sete anos de idade no ensino fundamental. O programa, lançado no ano passado, conta com a adesão de todos os 184 municípios. "As cidades recebem apoio do Estado para formar professores e contribuindo com a educação continuada", destaca Márcia.
O setor de saúde foi o que menos cresceu no período, saindo de 0,6113 em 2000, para 0,6589, alta de 7,78%. Entretanto, o número ainda é maior que a média do País, com 6,4%. Foram analisados dados como números de pré-natais e óbitos infantis com causas variáveis no IFDM. Para o titular da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), João Ananias, a melhora se deve à melhoria na atenção primária de saúde, com o Programa de Saúde da Família e o de agentes comunitários. "Quando você aumenta a cobertura, colhe melhores resultados, especialmente em indicadores como mortalidade infantil e desnutrição", diz. Segundo o secretário, 65% das famílias do Estado estão cobertas com ações do PSF.
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