Marcos Cavalcante
da Redação
Dados elaborados pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro para todo o País, apontam uma evolução dos indicadores de saúde, educação, emprego e renda no Ceará entre os anos de 2000 e 2005. O crescimento de 15,85%, entretanto, ficou abaixo da média nacional
29/08/2008 00:08
O Ceará evoluiu nos indicadores de educação, saúde e emprego e renda, base para o desenvolvimento humano. Dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) apontam que, entre os anos de 2000 e 2005, o Estado obteve um crescimento de 15,85% nos indicadores. Apesar da evolução, o índice é menor que a média de crescimento registrado no País, que superou os 19% nos cinco anos. De abrangência nacional, o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) lista os 5.564 municípios do País melhor e pior classificados nos três índices.
O IFDM possui uma escala que vai de zero (pior resultado) a um (melhor classificação) e divide os índices de estados e municípios em quatro categorias de desenvolvimento: alto, que vai de 0,8001 a 1; moderado, de 0,6001 a 0,8; regular, de 0,4001 a 0,6; e baixo, com índice variando de 0 a 0,4. O índice é uma média de pontos nas áreas de emprego e renda, educação e saúde.
De acordo com o economista Patrick Carvalho, chefe de estudos econômicos da Firjan, com os dados é possível conhecer os municípios que possuem melhor desenvolvimento humano. “No emprego e renda utilizamos dados somente dos empregos formais (com carteira assinada) como forma de desenvolvimento”.
No estudo da Firjan para o ano de 2005, o Ceará não apresentou nenhum índice considerado alto, ficando com uma média 0,6212 (moderado), mas acima do registrado em 2000, que foi de 0,5362 (regular). O crescimento foi superior à média nacional para a área, que foi de 17,01%. Apesar da elevação no índice, o Ceará ficou em 17º entre os estados, ocupando a 4ª posição no Nordeste.
A Capital cearense também evoluiu nos indicadores. Fortaleza saiu de um patamar de 0,6406 (terceira cidade melhor colocada) em 2000, para 0,7403, acréscimo de 15,6%. O número fez com que a cidade pulasse da 3ª melhor qualidade de vida em 2000 para a primeira posição cinco anos depois. Nacionalmente, Fortaleza ocupa a posição de número 610 entre todas as cidades do País, e o 18ª lugar entre todas as capitais brasileiras. O crescimento de Fortaleza foi impulsionado, sobretudo, devido à geração de empregos formais, com expressivo aumento de 26,8% no período. Na área de emprego e renda, o Ceará cresceu 13,9%, enquanto o Brasil teve aumento médio de 42,3% no País.
Embora o Estado tenha evoluído menos que a média nacional na criação de empregos formais, Júnior Macambira, diretor de estudos e pesquisas do Instituto do Desenvolvimento do Trabalho (IDT), avalia que a quantidade de postos de trabalho vem experimentando crescimentos substanciais. “A economia de maneira geral está trabalhando com bases mais consolidadas e o setor produtivo consegue trabalhar mais seguro. No Ceará, temos um parque industrial forte, como o setor de calçados, que criou boa parte dos 4.377 empregos formais de julho na área de indústria”, destaca Macambira.
SAIBA MAIS
O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) considera as áreas de emprego e renda, saúde e educação como as bases para o desenvolvimento humano. Inicialmente, o estudo foi elaborado para atender somente ao Rio de Janeiro, mas a equipe resolveu estender o projeto a todos os municípios brasileiros.
O índice segue metodologias próprias. Na área do emprego e renda, por exemplo, são contabilizados somente as ocupações com carteira assinada. Já na educação, um dos critérios foi a taxa de distorção idade-série. Na saúde, o grupo utilizou como uma das fontes a quantidade de consultas pré-natal. Os dados utilizados foram de 2000 e 2005.
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