19/07/2008 00:12

O assassinato de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, desmentiu uma suposta invulnerabilidade do homem que virou mito em vida. Mas o evento ocorrido no dia 28 de julho de 1938 em um de seus esconderijos conhecido como Grota de Angicos é ainda hoje um dos fatos mais controversos da história do "rei do cangaço". O POVO aproveita a efeméride dos 70 anos do fato para contar e refletir sobre essa história em um caderno especial na edição de amanhã. O caderno ainda dá início a uma série de reportagens sobre o assunto na próxima semana no caderno Vida & Arte.
O repórter Pedro Rocha e o fotógrafo Evilázio Bezerra viajaram por três dias à região fronteiriça entre Sergipe e Alagoas, onde Lampião foi atingido sem chance de reação. Entre os depoimentos ouvidos está o de Elias Marques Alencar, policial presente na fatídica manhã, e os de Vera e Expedita Ferreira, respectivamente neta e filha de Lampião e Maria Bonita, também morta na emboscada, que ainda vitimou outros nove cangaceiros.
O caderno ainda traz entrevistas com pesquisadores do tema e algumas das diversas controvérsias sobre o fato. Ao longo da semana, serão abordados outros aspectos, como a entrada de Virgolino no cangaço, a vida de Maria Bonita, o encontro entre Lampião e Padre Cícero e o uso da imagem pelo cangaceiro mais temido do sertão nordestino.