18/07/2008 00:26
Está recolhido no presídio de Crateús, a 345 quilômetros de Fortaleza, desde a noite da última quarta-feira, o trabalhador rural José Palhano Loiola, acusado de haver assassinado a golpes de faca, no dia 1º de maio passado, o próprio irmão, o professor da Faculdade de Educação de Crateús (Face), da Universidade Estadual do Ceará (Use) Luiz Palhano Loiola, de 40 anos.
As investigações realizadas pelo delegado Abelardo Correia Lima, da Regional de Polícia de Crateús, apontaram José Palhano como sendo o homem que desferiu de 21 facadas no professor, a maioria nas costas. O crime ocorreu na própria residência da vítima, no bairro Planalto, onde ele morava na companhia de uma irmã.
O delegado Abelardo Correia Lima disse ao O POVO que ficou apurado que o professor e o irmão tinham uma desavença por causa de um empréstimo que o acusado havia feito em uma agência bancária de Crateús, hipotecando, para garantir a dívida, um terreno da família. O professor teria discordado e, por conta disso, se dirigiu à agencia bancária, onde desfez o negócio feito pelo irmão. Segundo a Polícia, o fato deixou José Palhano bastante revoltado e, a partir daí teria passado a ameaçar Luiz Palhano.
Na tarde da última sexta-feira, o juiz da Comarca de Crateús, Magno Gomes de Oliveira, diante da denúncia feita pelo promotor José Arteiro, de Crateús, contra José Palhano, acabou decretando a prisão preventiva do acusado. Ele foi localizado por policiais em sua residência na localidade de Lagoa da Pedra, na zona rural de Crateús e encaminhado para a Delegacia Regional de Polícia de Crateús, sendo mais tarde dali transferido para a cadeia pública do município.