01/04/2008 00:18
A necessidade da criação de abelhas jandaíras partiu dos próprios produtores, segundo a coordenadora de projetos da ONG Associação Caatinga, Daniele Ronqui. Ela diz que foi feito, pela Associação, um trabalho para apurar quais as maiores necessidades da comunidade e o que poderia gerar mais renda aos agricultores. Além do resgate da jandaíra, eles citaram o artesanato com a planta da carnaúba e a produção de sabonete com plantas nativas.
Mas a abelha jandaíra foi a que fez mais sucesso. "Eles cresceram ouvindo falar nelas, ouvindo que o pai ia na mata tirar. Muitos nem conhecem o sabor", descreve Daniele Ronqui. Segundo ela, a abelha comum freqüenta bem todas as flores. A jandaíra é mais seletiva e só age em algumas flores. O mel é exclusivo, tem um sabor diferente, é mais fluido. Por isso, é mais caro. A crença popular diz que uma substância produzida pela jandaíra faz do mel um ótimo antibiótico natural. Em cada colméia, a produção é de cerca de três litros de mel por ano.
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Os 25 produtores que criaram as jandaíras vivem em duas comunidades do Sertão de Crateús: o Assentamento Xavier e a comunidade de Cabaças.
O projeto foi desenvolvido pela Associação Caatinga, em parceria com a Fundação O Boticário de Proteção à Natureza.
A capacitação aos melicultores foi feita em outubro de 2007, no Centro Ecológico Samuel Johnson, que fica dentro da Reserva Natural Serra das Almas.
A intenção da Associação Caatinga é que, em breve, os produtores se reúnam em cooperativa ou associação e sejam responsáveis também pela venda do mel.
De acordo com William Dantas, gerente da Reserva Natural, apicultor é aquele que trabalha com abelha com ferrão. Melicultor é o produtor que atua com abelha sem ferrão.
A jandaíra, que não tem ferrão, tem o nome científico de Melipona subnitida.
A abelha mais comum, com ferrão, se chama Apis melifera.
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