23/03/2007 03:16
Em fevereiro do ano passado, 24 homens, entre cearenses e maranhenses, foram encontrados trabalhando em condições subumanas em Caioca, uma região próxima a Sobral. O grupo havia sido contratado pela Mundial Serviços para realizar serviços de limpeza em áreas por onde passavam linhas de transmissão da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). Pelo serviço, eles receberiam um salário mínimo, mas tinham descontados a alimentação e o aluguel do equipamento de trabalho, o chamado sistema de endividamento por barracão.
O flagrante aconteceu depois que membros do ministério público do trabalho receberam uma denúncia anônima do que estava havendo no local. Este foi o primeiro registro de trabalho análogo ao de escravo do Ceará.
Mas a ida de cearenses para trabalhar em condições degradantes não é nova. Em 1998, 35 trabalhadores naturais de Juazeiro do Norte estariam vivendo em regime de semi-escravidão em Minas Gerais, para a colheita de sacas de café em fazendas da região. Quando os homens retornaram à cidade, o Ministério Público estadual passou a investigar as condições de trabalho dos cearenses em Minas.
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