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Ceará

Famílias plantam algodão ecológico em Quixadá


03 Mar 2007 - 14h17min

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Em Quixadá, no Sertão Central, 122 famílias agricultoras de 12 comunidades iniciaram o plantio de algodão agroecológico consorciado. Eles têm acompanhamento técnico e incentivos do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e da Organização Não-Governamental (ONG) Esplar (Centro de Pesquisa e Assessoria). "Os agricultores que fazem essa experiência desde 2004, plantam consorciado com o algodão ecológico, o feijão, o milho, o gergelim", informa Fabiana Silva, da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Quixadá, a 168 quilômetros de Fortaleza.

Ela diz que eles também fazem o plantio de nim, uma planta indiana que está sendo usada por produtores brasileiros como repelente por suas propriedades inseticidas. O óleo extraído das sementes da nim e o extrato das folhas podem ser aplicados no gado, na produção de frutíferas, plantas medicinais, hortaliças e grãos. "Os plantadores de algodão não usam nenhum tipo de agrotóxico", complementa.

O algodão agroecológico é cultivado nos distritos de Independência, Umarizeira, Ibiapaba, Lagoa do Mato, Buenos Aires, Boa Água, Alto Bonito, Espinheiro, Bonfim, Olivença, Riacho do Meio e Olho d´Água. Toda a produção, segundo Fabiana Silva, é levada para Tauá onde é beneficiado, também com a administração do Esplar, e vendido para outros países.

No município de Tauá, no Sertão dos Inhamuns, os agricultores começaram a receber as sementes de mamona e já estão preparando a terra para o plantio também de milho e feijão. "Todo o município está com boas chuvas e os agricultores animados para ter uma colheita melhor do que no ano passado", diz o coordenador de política agrária e recursos hídricos do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Pedro Marcelino. Ele disse que as chuvas de fevereiro foram tão fortes que até causaram o arrombamento do açude Poço da Pedra, na zona rural do município. (RCF)

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