SÃO GONÇALO
Empresários de SP ajudam comunidade
Com o financiamento de empresários que moram em São Paulo, a comunidade de Catarina, no município de São Gonçalo, vem desenvolvendo projetos de conscientização para preservação ambiental. Eles criaram a Fundação Cultural Francisco Lorival Chaves e, mensalmente, enviam recursos para a concretização de projetos na comunidade
Rocélia Santos
da Redação
28/08/2006 02:22
Desenvolver atividades de prevenção e conservação do meio-ambiente, conscientizando a sociedade sobre os danos causados por queimadas e pela caça predatória de animais silvestres. Esse é um dos trabalhos que está sendo realizado no distrito de Catarina, em São Gonçalo, na Região dos Inhamuns, por um grupo de empresários e industriais solidários ao município. Os empresários, alguns naturais de Catarina que atualmente residem em São Paulo e outros paulistas que passaram a apoiar a causa, criaram a Fundação Cultural Francisco Lorival Chaves e, mensalmente, enviam recursos para a concretização dos projetos na comunidade.
Campanhas de educação ambiental, cursos de capacitação e recuperação de áreas desmatadas Esaú algumas das ações realizadas no distrito. Em um deles, jovens estão ajudando no replantio das áreas degradadas. Cerca de 700 árvores já foram replantadas e outras três mil mudas serão doadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).
Uma das fundadoras da Associação, Antonia Moreira de Sousa, relata que o projeto desenvolvido pela Fundação mudou a maneira da população tratar o meio ambiente e a própria cidade. "Antes do projeto, o distrito era coberto de lixo. A população, desinformada, cometia crimes contra legislação ambiental, como a caça de animais, queimadas. Mas após projeto, tivemos oportunidade de iniciar trabalhos de preservação ambiental, de sensibilização da população contra esses crimes", afirma.
Foi criada também, na cidade, a Associação Comunitária dos Salva-Vidas e Socorristas de Catarina (Acovisca), formada por jovens que atuam em situações de calamidade, como incêndios, acidentes ou mesmo no socorro de pessoas doentes. Conforme o coordenador Jorge Moura, o projeto tem tido um "impacto sócio-ambiental" na população local, mudando a cultura do povo. Outro ponto positivo apontado por Moura é a "desburocratização dos recursos", pois como não há intermédio da prefeitura, o dinheiro é prontamente utilizado nos projetos.
Atualmente, a verba enviada pelo grupo de empresários está sendo utilizada em obras como a construção de uma biblioteca pública que abrigará mais de quatro mil títulos, de uma quadra de esportes de areia, e do palácio Francisco Epaminondas Gomes. (Colaborou Amaury Alencar)
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