04/07/2008 00:25

A relação da assistente administrativa Iugoslávia Paiva, 25, com a música de Ana Carolina começa com Garganta, em 1999. Essa seria a primeira de muitas canções da cantora que ela viria a escutar repetidas vezes até aprender a letra de cor e salteado. “Quando escutei Garganta pela primeira vez, gostei da música, da batida. Achei uma coisa diferente do que eu já ouvia. Aí fui procurar saber quem cantava... eu nunca tinha ouvido antes”, lembra.
Logo à primeira vista, um dos aspectos que chamou a atenção de Iugoslávia foi a maneira como são tratados assuntos corriqueiros nas músicas de Ana Carolina. “As coisas que a gente às vezes quer dizer e não sabe como, a gente extravasa e consegue falar através da música dela”, explica. Em Garganta, ela destaca uma particularidade: a independência feminina em evidência. “Eu acho que toda mulher tem um momento de querer ser independente de se vangloriar por estar buscando as coisas sozinhas... E a música fala dessa independência”, explica.
E depois da primeira música, veio o primeiro show. Com apenas o ingresso na mão e pouco dinheiro para o lanche, ela não se intimidou e encarou o desafio. “Eu não sabia como ia voltar pra casa. Quando eu e minha amiga saímos do show não tínhamos como voltar. Daí a gente pegou uma van até o Centro e descemos na Praça da Bandeira. Eram 2h40min da madrugada. Quando estávamos numa parada de ônibus passou um carro com cinco caras que nos abordaram e nos ameaçaram”, conta. Um sacrifício que valeu a pena, ela garante.
Depois disso, Iugoslávia não perdeu mais nenhuma apresentação da “Diva” em Fortaleza. Todos os anos, está lá, nas primeiras fileiras. E para o show de amanhã o ingresso está garantido. Ela vai novamente acompanhada do namorado, Junior Marques, aproveitar o romantismo da noite.
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