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Emoção em 2815

Viviane Gonçalves
da Redação

O cativante robô Wall-E dá uma lição sobre ecologia e mostra que um filme de animação pode surpreender muito


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04/07/2008 00:25

Os robôs Eva e Wall-E alertam o público sobre o caos ambiental, na animação Wall-E  (Foto: DIVULGAÇÃO)
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Os robôs Eva e Wall-E alertam o público sobre o caos ambiental, na animação Wall-E (Foto: DIVULGAÇÃO)

Imagina em pleno século XXI ir ao cinema assistir a um longa-metragem de animação quase mudo? O que poderia parecer loucura para alguns, não foi para a Disney/Pixar, que topou o projeto em parceria com o diretor Andrew Stanton, o mesmo de Procurando Nemo. Os primeiros 30 minutos podem até causar estranhamento, mas quando você menos esperar já estará envolvido na trama sem ter escutado nada mais que ruídos. O filme, com pouquíssimos diálogos, tem os robôs como protagonistas, os humanos como meros coadjuvantes e um tema importante em questão: o que fazemos do nosso lixo.

Em um futuro pós-apocaliptico, só vão restar robôs e baratas na terra. A humanidade estará em um cruzeiro espacial, enquanto as máquinas limpam a sujeira acumulada em milhares de anos. Wall-E (sigla para Waste Allocation Load Lifter Earth-Class, ou melhor, Elevador de Detritos Classe Terra) é o protagonista da história que ao recolher e compactar o lixo, forma arranha-céus de entulhos em um cenário cinzento e sombrio. Na companhia de uma simpática e fiel barata, Wall-E separa alguns objetos que lhe trazem lembranças do que a terra já foi um dia, como a fita de video-cassete do clássico Hello, Dolly (musical, 1969). Inesperadamente, sua "vida" se transforma com a chegada de uma moderna robozinha. Eva (será uma releitura da mulher de Adão, da criação do mundo?) retorna à Terra com a missão de descobrir se o planeta pode ser habitável novamente.

Distantes dessa realidade estão os humanos. Em uma luxuosa e colorida nave, eles usufruem de toda a praticidade que só a modernidade é capaz de oferecer - acabam se transformando em obesos que sótransformando em obesos que sbô se comunicam através de telas holográficas.

Utilizando os mais modernos recursos de animação, é surpreendente notar que os olhos de um robozinho, bem ultrapassado para o ano de 2815, conseguem passar emoção e cumprir o seu papel na trama. E para os adultos que insistem em lotar as salas de cinema para conferir o gênero, poderá conferir uma animação que certamente virará refêrencia no gênero.


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