Ir para a página sobre a Publicidade

O POVO Online

Buchicho

ENTREVISTA

Beleza e talentos

Patríca Pillar fala ao Buchicho sobre seu personagem na novela "A Favorita" e a estréia na direção de Documentários

Kelly Costa
Especial para O POVO

12 Abr 2008 - 19h43min

A+ A- Mudar tamanho

(Foto: Divulgação)
Os cachos claros dos cabelos ornam um rosto delicado, de traços finos que, no entanto, se emprestaram para personagens bastante fortes, como a bóia-fria Luana em O Rei do Gado e a estilista Zuzu Angel e agora, para Flora em A Favorita. Patrícia Pillar também estréia no cinema como diretora, contando a história de Waldick Soriano, cantor romântico (ele rejeita o rótulo de brega), autor de Eu não sou cachorro não.

Waldick, para sempre no meu coração foi exibido ontem, dentro da programação do 18º Cine Ceará. “Para minha alegria”, diz Patrícia, “no antigo Cine São Luiz, onde foi feito show que deu origem ao DVD de Waldick que também dirigi”. O filme também participou da mostra de documentários É Tudo Verdade, com sessões em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Recife, mas não tem previsão de entrada no circuito comercial.

Longe das novelas das oito há 12 anos, Patrícia Pillar está prestes a retornar para o horário nobre como a batalhadora Flora, que vai injustamente para a prisão e se separa da filha Lara (Mariana Ximenes). A Favorita também marca a estréia de João Emanuel Carneiro no horário. Antes, ele tinha feito as novelas Da cor do pecado e Cobras e Lagartos, sucessos do horário das sete, que ultrapassaram 40 pontos no ibope, feito raro.

Em entrevista exclusiva ao Buchicho, por e-mail, Patrícia fala sobre esses dois projetos e seu relacionamento com Ciro Gomes. Também diz que quer sim dirigir outros projetos no cinema.



O POVO: Quais são as principais características de sua personagem Flora, na novela A Favorita?
Patrícia Pillar: Depois de passar 18 anos na cadeia, Flora é uma mulher determinada a provar sua inocência e a recuperar o amor de sua filha.

OP: Você chegou a visitar alguma cadeia ou fez outro tipo de laboratório?
Patrícia: Visitei duas vezes o presídio feminino Talavera Bruce no Rio de Janeiro e conversei bastante com as detentas.

OP: Você vai voltar para o horário nobre depois de 12 anos. Acha que tem muita diferença entre atuar nesse horário e o das seis, por exemplo?
Patrícia: Eu tenho um xodó pelas novelas das 18 horas. As últimas que fiz, Cabocla e Sinhá Moça, eram novelas do Benedito Ruy Barbosa, autor que admiro muito. Agora vou ter a oportunidade de trabalhar com João Emmanuel Carneiro. Ele cria personagens muito interessantes, complexos, cheios de contradições e, portanto, muito humanos. Os diálogos têm muito conteúdo. Isso dá ao ator a possibilidade de fazer um trabalho mais aprofundado. Tenho tido esta sorte de trabalhar com excelentes autores. A única diferença é que a exposição ao trabalhar numa novela das oito é muito maior.

OP: O que te levou a querer produzir um filme sobre Waldick Soriano? O que você acha que as pessoas deveriam saber dele, além de suas composições?
Patrícia: Ao falar do artista e do homem Waldick quis falar da vida. Do homem que sai de sua terra natal, no caso Caetité no interior da Bahia, em busca do sonho de ser artista, sua luta na cidade grande com suas conquistas e decepções. Do sucesso, dos afetos, das escolhas e suas conseqüências, da velhice e da solidão.

OP: Como foi o trabalho de pesquisa sobre a vida do Waldick?
Patrícia: Conversei com pessoas que foram importantes na vida do Waldick. Amigos de infância em sua cidade natal. Ex-mulheres e namoradas antigas. Mas foi através do contato com os fãs que percebi a dimensão que a poesia de Waldick tem. Através da poesia simples, que fala direto ao coração, que essas pessoas encontram uma maneira de expressar suas dores e suas paixões.

OP: O filme vai estrear nacionalmente? Como vai ser sua distribuição?
Patrícia: O filme está participando do festival internacional de documentários chamado É Tudo Verdade, com sessões em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Recife. Quanto à estréia no circuito comercial, ainda não temos data certa.

OP: Qual foi a maior dificuldade que você encontrou para rodar o filme?
Patrícia: Fiz o filme nos intervalos do meu trabalho como atriz. Neste período fiz duas novelas, o filme Zuzu Angel, um filme que ainda não estreou chamado Pequenas Histórias, do Helvécio Ratton e ainda apresentava o programa Som Brasil... Isso foi complicado! Mas ano passado me dediquei basicamente à edição e à finalização do documentário. Fiz questão de estar presente em todas as partes do processo. Foi trabalhoso, mas aprendi muita coisa.

OP: Podemos esperar mais trabalhos seus na direção? Já tem algum projeto em mente?
Patrícia: É muito bom realizar projetos, dar vida às idéias! Formar uma equipe de qualidade, trocar experiências com pessoas por quem se tem admiração. E, depois de tudo pronto ainda ver público rindo, chorando, se emocionando... é um grande prazer. Certamente vou querer mais!

OP: O relacionamento com Ciro Gomes te influencia de alguma maneira a entrar para a política de alguma forma?
Patrícia: Admiro muito o Ciro como político. Sua extrema vocação e dedicação à causa pública me comovem, mas minha vocação não passa pela política.

OP: Você já afirmou que o casamento não te atrai. O que o casamento tem que te desagrada?
Patrícia: Nós já somos casados apenas não sinto necessidade de papéis.

OP: Quando o Ciro se candidatou para deputado federal, você não fez campanha, por causa das gravações de Sinhá Moça. Pretende subir ao palanque na próxima candidatura dele?
Patrícia: É muito cedo para pensar nisso.

OP: A doença (Patrícia teve câncer de mama em 2001) que você te fez mudar de alguma maneira?
Patrícia: Tento dar mais valor ao presente.


SERVIÇO

A Favorita Estréia dia 2/6, às 21h, na Rede Globo.


E-mais

Trabalhos de Patrícia Pillar

TV
2008 - A Favorita
2006 - Sinhá Moça
2005 - Os Amadores
2005 - A Diarista
2004 - Cabocla
2003 - Carga Pesada
2001 - Um Anjo Caiu do Céu
1998 - Mulher
1996 - O Rei do Gado
1994 - Pátria Minha
1993 - Renascer
1992 - Você Decide
1992 - As Noivas de Copacabana
1991 - Salomé
1990 - Rainha da Sucata
1988 - Vida Nova
1987 - Brega & Chique
1986 - Sinhá Moça
1985 - Roque Santeiro

Cinema
2006 - Zuzu Angel
2006 - Se eu fosse você
2004 - O casamento de Iara
1998 - Amor & Cia
1996 - O noviço rebelde
1995 - O quatrilho
1995 - O monge e a filha do carrasco
1994 - Menino maluquinho - O filme
1992 - A maldição de Sanpaku
1988 - Festa
1983 - Para viver um grande amor

Dê sua nota clicando nas estrelas

Espaço dos leitores:

Comentar esta notícia

Seu nome:

Seu e-mail:

Sua cidade:

Comentário:

Importante: Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade de seus autores e as conseqüências derivadas deles podem ser passíveis de sanções legais. O usuário que incluir em suas mensagens algum comentário que viole o regulamento será eliminado e inabilitado para voltar a comentar.

Botao para a página sobre a Publicidade

Indique esta notícia

Seu nome:

Seu e-mail:

Nome do destinatário:

E-mail do destinatário:

Ir para a página sobre a Publicidade

Charge

Ir para a página sobre a Publicidade

© 2008 O POVO - Todos os direitos reservados