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Buchicho

CAPA

No clima do verão

Viviane Gonçalves
da Redação

Sol, mar e Jammil. Às vésperas do show em Fortaleza, o vocalista Tuca fala com o Buchicho sobre o espírito praieiro, carreira e intimidade


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14/06/2007 01:26



As férias estão chegando e todo mundo só quer saber de agito e paquera. O sol forte, o balanço do mar e o vento batendo no rosto despreocupado são itens indispensáveis para aproveitar o que há de melhor no verão.

E ninguém melhor para representar esse clima de descontração que o grupo baiano Jammil. No currículo deles estão inúmeras músicas que já embalaram romances e agitos de verão. Exemplo disso é o hit ôPraieiro® que virou hino dos solteiros espalhados pelos quatro cantos do Brasil.

Comemorando 10 anos de carreira, Tuca, Manno e Beto estarão em Fortaleza para um luau, onde apresentarão seus grandes sucessos em dois momentos, um formato acústico e outro mais agitado.

Em entrevista ao Buchicho, por telefone, o vocalista Tuca fala sobre o espírito praieiro, a importância das divergências em um grupo, a relação dos fãs com suas músicas e, ainda, revela onde estão e o que significam suas cinco tatuagens.


O POVO – A música ôPraieiro® acabou virando o hino dos solteiros. Era essa a intenção ou foi uma surpresa para vocês?
Tuca - O Manno que fez a música e a gente adorou. A música acabou fazendo o maior sucesso. Tem também a coreografia que ajudou. Mas a música vai além da curtição, ela reflete sobre o que está acontecendo no Brasil.

OP - Como é esse espírito praieiro?
Tuca – É transformar a vida em algo melhor. O oba oba é muito bom, mas a vida é mais que só curtição. Esse espírito praieiro acaba alertando para outras coisas também, isso é muito legal. A música é muito inteligente e chama para o patriotismo.

OP – Vocês vêm a Fortaleza em um formato de show bem diferenciado. Conta um pouco como vai ser isso...
Tuca - O luau é uma festa bem diferenciada, em que levamos uma mega estrutura para o local. Já fomos para Natal, agora será Fortaleza e o projeto pretende seguir por todo o Brasil. O show terá dois momentos, um acústico e outro com músicas mais para cima.

OP – Como surgiu as parcerias com o Ricardo Chaves e o Torcuato Mariano, que também vem a Fortaleza para participar do show?
Tuca – Os dois são grandes amigos. O Torcuato participou do nosso DVD, é um grande guitarrista. O Ricardo é amigo de muitos anos, já pulamos no trio elétrico várias vezes. Acaba sendo bem mais fácil trabalhar assim, cheio de amigos.

OP – A maioria das músicas do Jammil é composta por vocês. Isso acaba sendo um diferencial do grupo?
Tuca - Isso é sensacional, quanto mais você consegue centralizar o trabalho, aumenta a identidade do grupo. O Manno tem essa pegada meio pop rock, é um cara antenado com o estilo do grupo. Ele acaba fazendo as músicas pensando na forma como eu canto. O Jammil tem disso, essa mistura de pop rock com axé.

OP – E os casos de amor que vocês cantam, partem de experiências pessoais?
Tuca – A maioria das músicas vem de experiências que nós já vivemos. A música ôParaíso® eu escrevi para uma ex-namorada. Mas lógico que tem a liberdade poética também que é infinita.

OP – Muitas das músicas de vocês acabam virando tema de algum caso de carnaval ou de relacionamento que as pessoas passaram. Vocês tem esse feedback do público?
Tuca – Ah, isso é maravilhoso. Temos uma resposta muito intensa do público sim. Por exemplo, um casal se conheceu com a música ôSaudade®. Dias antes do casamento deles, o noivo queria fazer uma surpresa para amada e pediu que uma equipe de filmagem fosse lá em casa para eu cantar especialmente para eles. O noivo armou uma projeção durante a festa do casamento e passou a gravação. Outro casal já disse que se conheceu com a música ôChuva na janela®. Isso é muito legal, fazer parte da trilha sonora de amor que deu certo. A gente se sente gratificado e responsável também.

OP – Como vocês mantêm o pique mesmo com 10 anos de carreira?
Tuca - Para o Jammil é carnaval o ano todo. A gente realmente gosta do que faz, porque ao contrário já tinha abandonado. Só temos o que agradecer a Deus por ganhar a vida desse jeito.

OP – Juntos há tanto tempo e com a mesma formação, como vocês contornam ocasionais divergências?
Tuca – A verdade é que se não tivesse isso o grupo já tinha morrido. São as divergências que fazer uma equipe crescer. Não dá para achar que todo mundo tem que pensar igual, se isso acontece é porque tem gente baixando a cabeça ou não sendo verdadeiro. Eu fico triste quando vejo que alguns grupos se separam por brigas bestas, cada um vai para um lado diferente e acaba não dando certo mais nada. A vida de um grupo musical não é sempre um mar de rosas. É preciso ter o raciocínio que todos querem o bem do grupo. Isso faz parte da história do grupo, o importante é tirar proveito de tudo.

OP – Você é sempre muito comunicativo no palco. Mas pouco se sabe sobre a sua vida pessoal. Como é o Tuca fora dos holofotes? É casado, tem filhos?
Tuca - Eu já fui casado, mas não sou mais. Não tenho filhos e gosto de ficar com meus pais e meu irmão. Estou sempre saindo com os amigos ou surfando. Nos tempos livres gosto de ficar em casa e assistindo um bom filme. Já fui baladeiro, mas não sou mais, por causa dos shows você precisa de um tempo para recuperar as energias.

OP – Seu corpo é marcado por várias tatoos, você poderia revelar onde elas estão e o que elas representam?
Tuca – Claro! Tenho cinco tatuagens. São duas no braço esquerdo, uma é a Nossa Senhora de Fátima e outra é um símbolo budista que significa vida longa, amor infinito. Tenho nas costas um tribal contra o mau olhado e as siglas WAG que são os nomes Wanda, Augusto e Guga – o nome da minha mãe, do meu pai e do meu irmão. No braço tenho também a frase ôQue Deus te Dê em dobro tudo o que me desejas®, para comemorar os 10 anos de Jammil.

OP – E pretende fazer mais uma?
Tuca – Por enquanto não. Todas as minhas tatuagens vieram de insight. Quem sabe depois surge mais algum. Mas agora não.

OP - As férias estão chegando e vocês passam muito esse clima de descontração. Na sua opinião, o que é necessário para que as férias sejam perfeitas?
Tuca - Estar perto de quem você gosta e ficar em Salvador. Nada de viagem com distância acima de 40 ou 50 km.

OP – Quais os novos projetos do Jammil?
Tuca - Vai vim um CD novo para o fim do ano, antes disso, tem a nossa nova música de trabalho que vem com orquestra em uma mistura de pop com axé. Estamos preparando também uma novidade: seremos a única banda baiana com songbook.


Serviço
OI Lual Jammil, no estacionamento do Beach Park. Às 19h. R$35. Mais informações: 3261 0783


SAIBA MAIS
Leia da íntegra da entrevista com Tuca em www.opovo.com.br/opovo/buchicho


Site oficial
www.jammileumanoites.com.br

Blog oficial
http://www.jammileumanoites.com.br/blog

Comunidade do orkut
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=20165762


Praieiro

Refrão
Sou praieiro
Sou guerreiro
Tô solteiro
Quero mais o quê?
(2X)

Quero mais verão
Quero mais tesão
Quero mais fevereiro

Quero mais amor dentro do coração
Quero mais dinheiro
Quero praia e sol
Quero namorar
Quero mais alegria

Quero Rio de Janeiro nos tempos de paz
Quero as meninas de Minas Gerais
Eu quero a Bahia
Eu sou da Bahia!

Porque eu sou brasileiro
Eu sou do litoral
Eu sou do mundo inteiro, inteiro!
Eu sou do carnaval!
(2x)

Sou praieiro
Sou guerreiro
Tô solteiro
Quero mais o quê?
(2x)

Quero mais verão
Quero mais tesão
Quero mais fevereiro

Quero mais amor dentro do coração
Quero mais dinheiro
Quero praia e sol
Quero namorar
Quero mais alegria

Quero Floripa e as ondas de lá
Quero Noronha e as conchas do mar
Eu quero a Bahia!
Eu sou da Bahia!

Porque eu sou brasileiro
Eu sou do litoral
Eu sou do mundo inteiro, inteiro!
Eu sou do carnaval!
(2x)

Sou praieiro
Sou guerreiro
Tô solteiro
Quero mais o quê?
(2x)

Sou praieiro, sou guerreiro, tô solteiro
quero Rio de Janeiro nos tempos de paz
Sou praieiro, sou guerreiro, tô solteiro
quero as meninas de Minas Gerais
Sou praieiro, sou guerreiro, tô solteiro
eu sou brasileiro e quero muito mais!


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