05/09/2008 00:56
No 3º dia de audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legalização do aborto em casos de fetos com anencefalia, o destaque foi o depoimento do casal Michele e Ailton de Almeida, do Recife, que recebeu em 2004 o diagnóstico de que o 1º filho tinha anencefalia.
Michele interrompeu a gestação em hospital do Sistema Único de Saúde (SUS) quando estava no 4º mês. Ela não teve de pedir autorização à Justiça porque, na época, vigorava liminar do ministro do STF Marco Aurélio Mello que liberou a interrupção de gestações de fetos com anencefalia. Posteriormente, essa liminar foi cassada pelo plenário do STF.
"Se eu não estivesse amparada pela lei e pelos médicos, acho que talvez eu não tivesse construído uma nova família", afirmou Michele, acompanhadas ainda das filhas Nicole, de 3 anos, e Vitória, de 2 meses. Evangélica, ela disse que teve uma sensação de "paz e alívio" após ter antecipado o parto. "Eu quase desabei, não sabia o que fazer (quando recebeu o diagnóstico)", disse Ailton, que trabalha como vigilante. (das agências)