05/03/2008 00:51
Há pelo menos seis décadas estudos em células-tronco como terapia são realizados no Brasil. As células-tronco não possuem função determinada. Por isso mesmo, elas possuem a capacidade de gerar cópias idênticas a si mesmas e podem diferenciar-se em vários tecidos do corpo humano. As encontradas nos embriões humanos têm alto poder de diferenciação.
No caso, são os embriões descartados - aqueles inviáveis para implantação no colo do útero da mulher -, encontrados em clínicas de reprodução assistida ou produzidos através de clonagem, os utilizados para fins terapêuticos. As células são também encontradas em várias partes do corpo, como no cordão umbilical, na medula óssea, no sangue, no fígado e na placenta.
A principal proposta de pesquisas científicas é utilizar as células-tronco embrionárias humanas para recuperar tecidos danificados por doenças e traumas. Pesquisadores defendem a utilização das células no combate a doenças cardiovasculares, neurodegenerativas, acidentes vasculares cerebrais, doenças hematológicas e traumas na medula espinhal, por exemplo.
Para nortear o julgamento, os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) terão que apontar o entendimento a que chegaram sobre quando, afinal, começa a vida. "Acho que o mundo não pode prescindir de um conhecimento científico que pode salvar a humanidade de muitas coisas", disse ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na campanha presidencial de 2006, quando a lei já havia sido aprovada, Lula foi questionado sobre se apoiava essa linha de pesquisa -questionada por religiosos de sua base. Sem responder, limitou-se a comentar os investimentos de seu governo na área. (MB com agências)
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