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Brasil

BAIXADA SANTISTA

Águas-vivas queimam mais de 250 pessoas


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31/12/2007 00:22

Sol, calor, mar quente e praias lotadas trouxeram novos casos de banhistas atacados por águas-vivas em Praia Grande, na Baixada Santista (SP). De quinta-feira à noite até o fim da tarde de domingo, 254 pessoas deram entrada nos três prontos-socorros da cidade com queimaduras ocasionadas após o contato com a espécie.

Segundo o secretário adjunto de Saúde de Praia Grande, Adriano Bechara, o sistema de saúde do município foi surpreendido pelo número de ocorrências e acabou tendo que ampliar o esquema especial que ocorre todos os anos para atender vítimas do metazoário. "Este ano tivemos um aumento de mais de 300%, então, em cada PS desde a quinta-feira há um responsável por esse tipo de atendimento", afirma.

O médico disse que nos 11 anos que trabalha na rede pública de Praia Grande nunca tinha visto um "surto dessa magnitude". "A gente contatou uma bióloga e ela disse que o aumento foi por causa da temperatura do oceano. As águas-vivas vêm atrás de águas quentes", explica.

No entanto, ao contrário prontos-socorros, a impressão de algumas vítimas foi de que o Corpo de Bombeiros não estava preparado para atender as ocorrências. "Na praia não tem socorro nenhum, eu, queimado, tive que sair correndo para pegar o carro e socorrer o meu amigo que estava pior que eu", diz o empresário Leandro Dantas, de 25 anos. Além dele, seus três amigos foram atingidos por águas-vivas.

O grupo de amigos, que mora em São Paulo, aguardava a melhora de um deles para ir para a casa onde se hospedaram, mas pretendiam regressar à capital apenas depois da virada do ano. "Mas uma coisa eu tenho certeza: nunca mais entro na água da praia", confessa Dantas.


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