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Confronto em morro do RJ deixa um menino baleado

O garoto, de 10 anos, foi atingido numa troca de tiros entre policiais e traficantes na Zona Norte do Rio. Até a noite de ontem o estado dele era grave. Já quatro homens foram mortos na Zona Oeste num confronto com agentes


05 Set 2007 - 01h18min

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Um menino de 10 anos foi vítima de bala perdida durante troca de tiros entre policiais e traficantes ontem, por volta das 10 horas, na favela da Cachoeirinha, Zona Norte do Rio. Ele foi atingido na cabeça e seu estado era grave, até as 19h30. Após a troca de tiros, moradores da comunidade queimaram um ônibus e lixeiras da região em protesto contra o ferimento do menino, não-identificado pela Polícia.

O ônibus da Viação Matias, que opera a linha 232 (Praça 15 - Lins) foi incendiado no acesso ao morro do Amor, favela vizinha à Cachoeirinha. O comércio chegou a fechar as portas durante o protesto. Ninguém foi preso.

A Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) fazia uma ronda de rotina no bairro quando foi alvo de disparos de traficantes da Cachoeirinha. Os policiais se abrigaram e revidaram ao ataque. Na troca de tiros, o garoto foi atingido na cabeça. Ele foi submetido a cirurgia e internado em uma UTI Pediátrica.

Quatro homens foram mortos na noite de segunda-feira durante confronto com policiais militares na favela do Batam, em Realengo, Zona Oeste da cidade. De acordo com a Polícia Militar, os quatro mortos integravam a quadrilha de tráfico de drogas do local. PMs patrulhavam a região quando receberam uma denúncia de que criminosos da favela estavam comemorando a morte, na manhã do mesmo dia, de sete pessoas suspeitas de fazer parte do tráfico de drogas da favela do Fumacê, que também fica em Realengo.

Os quatro baleados foram levados para o Hospital Albert Schweitzer, também em Realengo, e segundo a PM, morreram no hospital. Duas vítimas foram identificadas como Alexandre Fernandes Ferreira, 31, e Fernando Ferreira Joaquim, 27.

Suspeito
Suspeito do atentado que feriu o delegado Alexandre Neto, o sargento da PM, Márcio de Souza Barbosa, apresentou-se à Polícia e negou envolvimento no crime. O Ministério Público Federal requereu à Polícia Federal abertura de inquérito para apurar se o caso tem relação com as investigações sobre a máfia dos caça-níqueis, que relaciona policiais à prática de corrupção.

Apontado como autor de dossiê que acusa policiais civis de envolvimento com bicheiros, entre eles o delegado Álvaro Lins, deputado estadual pelo PMDB e ex-chefe de Polícia Civil, Neto foi baleado em Copacabana domingo à tarde. A partir das informações do dossiê, a PF passou a investigar os policiais. Três deles, ligados a Lins, estão presos.

A apresentação do PM suspeito ocorreu no fim da noite de segunda. Barbosa, do 19º Batalhão, entregou duas armas e seu carro para que a Polícia Civil o pericie. Em fevereiro, o sargento e Neto brigaram. O delegado foi algemado e preso pelo PM. Depois, ele passou a investigar os policiais da guarnição que o prendera. Teria descoberto que eles recebiam dinheiro dos donos de caça-níqueis. (da Folhapress)

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