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Traficante preso em SP entrou no País pela costa do Ceará

O traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadía, preso na terça-feira (7) em São Paulo, estava escondido no Brasil desde 2004. Vindo da Colômbia ele entrou no País pela costa do Ceará, de onde partiu para a região sudeste


09 Ago 2007 - 00h55min

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Abadía, ao chegar na sede da Polícia Federal no Rio(Foto: Evelson de Freitas/AE)
O traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadía, 44, preso na terça-feira (7) em Barueri, na Grande São Paulo, estava escondido no Brasil desde 2004 quando fugiu da Colômbia de navio. Segundo revelou ontem à noite o Jornal Nacional, da Rede Globo, ele desembarcou na costa do Ceará e seguiu de carro para São Paulo, levando consigo US$ 16 milhões em dinheiro vivo. Segundo o G1 (portal de notícias da Globo), entretanto, o traficante teria deixado o Ceará em direção a São Paulo por meio de avião de pequeno porte.

Tudo o que a Polícia Federal (PF) encontrou no Rio Grande do Sul pertencente a Abadía já foi confiscado e mandado para São Paulo ainda ontem. O traficante foi preso pela Polícia Federal, que em cooperação com a DEA, a agência norte-americana de combate ao tráfico de drogas, durante dois anos, fez uma "operação de alta sofisticação de controle de fluxo de recursos e mudanças de identidade", afirmou o ministro da Justiça, Tarso Genro, que elogiou a atuação da PF.

Segundo o ministro é muito provável que as autoridades da Colômbia ou dos Estados Unidos peçam a extradição de Abadía para que ele cumpra as penas das quais é acusados em ambos os países. Já tramita no Supremo Tribunal Federal um pedido de prisão, para efeito de extradição, apresentado pelos Estados Unidos, mas ainda não foi apreciado pelo ministro relator do caso, Eros Grau.

A DEA oferecia recompensa de até US$ 5 milhões, cerca de R$ 10 milhões de reais, por pistas que levassem ao paradeiro dele. A Polícia Federal informou que vai receber a recompensa do governo americano. A Operação Farrapos prendeu outras 11 pessoas.

Entre os membros da quadrilha presos no Rio Grande do Sul, está um piloto da aviação comercial, sua mulher e o filho do casal. O piloto seria, segundo a PF, o braço direito do traficante colombiano no Rio Grande do Sul. Foi através dele, há dois anos, que a PF iniciou as investigações.

Ele se acidentou com um avião de pequeno porte no aeroporto de Bacacheri, em Curitiba (PR), que não teve grande repercussão, porque ninguém se feriu. Dentro da aeronave, no entanto, foi encontrada uma grande quantia em dinheiro: "A partir daí é que se rastreou a origem do dinheiro para se chegar ao traficante", explicou o delgado Wagner Mesquita de Oliveira, chefe em exercício da Coordenação Especial de Fronteiras da PF, com sede em Curitiba.

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